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Independência do Brasil: as histórias de um ato

Escrito por em setembro 7, 2020

Com a independência, Brasil se tornava uma monarquia com a coroação de Dom Pedro I

Era século 19 e o Brasil já tinha seus cenários típicos, quase dignos de um filme que, entre as cenas, contava com aventuras, ameaças de invasão, violência, medo, fuga, tiros, disputas pelo poder, entre outras. Entre os pesquisadores, várias visões sobre o ato da Independência do Brasil, instigando o público a cerca de dois séculos.

É bem verdade que o movimento declarado em sete de setembro precisa ser analisado com seus antecedentes, suas causas.

Como colônia de Portugal, o Brasil enfrentava problema na comunicação. A distância entre os países, Brasil e Portugal, causava ruídos nas decisões, pela demora da chegada das cartas, transportadas por navio pelo Oceano Atlântico, demorando cerca de três meses para a chegada ao destino, o que retirava as informações de contexto.

A Independência do Brasil está marcada, principalmente, pelos atores políticos Dom Pedro I e Maria Leopoldina.

Pedro nasceu em Lisboa no ano de 1798, sendo o quarto filho da família de Dom João VI e Carlota Joaquina, rei e rainha de Portugal a partir de 1816. Após a invasão de Portugal pelas tropas francesas, a família real portuguesa fugiu em direção ao Brasil. Pedro já estava com nove anos e, até o começo de 1821, Dom João VI mantinha o filho longe da política, o que acabou quando as cortes portuguesas decidiram que D. João deveria retornar à Portugal. Com sua volta, não restava outra alternativa a não ser deixar o filho, Pedro, como regente do Brasil, assumindo o protagonismo político em sete de março de 1821, com o auxílio de outros quatro ministérios.

Pedro enfrentou desgastes com a elite brasileira após manter os benefícios conquistados durante o período onde seu pai estava no comando. Após as cortes exigirem o retorno de D. João VI, em nove de janeiro de 1822, Pedro declara que permanecerá no Brasil e a data fica conhecida como “Dia do Fico”. A partir dessa data, as hostilidades entre Brasil e Portugal aumentaram e a ruptura veio em sete de setembro de 1822.

Dom Pedro estava em viagem para São Paulo e, no trajeto de Santos a São Paulo, próximo ao riacho do Ipiranga, recebeu uma carta assinada por sua esposa, Maria Leopoldina e José Bonifácio, um conselheiro pessoal. As cortes portuguesas exigiam novamente o retorno dele para Portugal. Nesse momento, Pedro declara a independência do Brasil.

Pedro passou a ser intitulado Dom Pedro I a partir de 1º de dezembro de 1822, quando foi coroado imperador, reinado marcado pelo autoritarismo e intransigência.

Após vária desavenças com a elite brasileira, Dom Pedro I renuncia em sete de abril de 1831 para que seu filho, Pedro Alcântara, pudesse assumir quando completasse 18 anos.

Em 1831, D. Pedro I mudou-se para Portugal com o objetivo de participar da Guerra Civil Portuguesa e defender o direito de sua filha, D. Maria II, de assumir o trono do país. Dom Pedro I lutou diretamente contra o seu irmão, D. Miguel, pelo trono português e venceu esse conflito. Maria foi restaurada no trono de Portugal em 1834, e D. Miguel fugiu em exílio.

Durante a guerra, D. Pedro I contraiu tuberculose, doença que se agravou e o levou à morte em 24 de setembro de 1834.

A importância de Maria Leopoldina na articulação da Independência

A esposa de Dom Pedro I teve papel importante na Independência do Brasil. Desde cedo, a austríaca demonstrava-se uma articuladora muito hábil, com conhecimentos políticos, sendo uma mediadora nos bastidores para a articulação da Independência.

A corrupção no Brasil

Não é apenas retórica ou piada dizer que a corrupção no Brasil está presente desde seu descobrimento, em 1500, é um fato! Quando os primeiros exploradores chegaram à costa brasileira, teve início um processo de exploração dos recursos naturais, período que durou cerca de 300 anos. Além da exploração de recursos naturais, a época também foi marcada pela escravidão, capitanias hereditárias e coleta de impostos.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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