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Hilário Sgarioni recebe título de Cidadão Benemérito

Escrito por em setembro 29, 2021

Sgarioni foi responsável pela implantação da Rodoviária em Flores da Cunha e diversos outros serviços

Há um dia de completar 83 anos, Hilário Sgarioni, hoje aposentado, será homenageado com o título de Cidadão Benemérito, em sessão solene na Câmara Municipal de Flores da Cunha. Concedido por meio do decreto Legislativo, o título reconhece os relevantes serviços de Sgarioni, no setor político e social da cidade. A sessão será nesta quinta-feira (30), às 19h, na sala de sessões Olindo Carlos Toigo, da Casa Legislativa Raymundo Paviani.

Filho de Maria Ortigara e Avelino Sgarioni, Hilário nasceu no dia 1º de outubro de 1938, na comunidade de São Roque. Ainda criança, mudou-se para o centro da cidade para ajudar seu cunhado a cuidar dos filhos. Casou-se com Marli Pradella (in memoriam), com quem teve duas filhas: Fabiana e Marisilvia, mãe do seu neto Douglas Giachelin

Sgarioni teve uma vasta atuação. Aos 18 anos serviu o exército pelo Batalhão Ferroviário. Foi um grande entusiasta do comércio central da cidade, quando abriu o Bar e Restaurante Central, a Lancheria Dutra, a Galeria dos Brinquedos Dutra, a Galeria dos Presentes Dutra, a Bomboniere e o Cine Central.

Sgarioni foi também responsável pela implantação da Rodoviária em Flores da Cunha, onde atuou como agente por muitos anos. “Com o tempo, eu sentia que faltavam atrativos, então a gente aproveitava para fazer as coisas. Comprei o cinema que era do meu sogro e reformei todo ele. Era com cadeiras de palha e ficou com poltronas estofadas de teatro”, recorda.

Também na área cultural, ainda adolescente, em 1952 quando estudou na escola São José, foi idealizador da banda e a presidiu de 1952 a 1958. Mais adiante, em 1964, ajudou na fundação da Banda Florentina, entidade em que atuou por dez anos. Por 14 anos, Sgarioni foi o responsável por transportar o Fogo Simbólico que era levado de Antônio Prado, via balsa, até Caxias do Sul.

Sua religiosidade, o levou a se dedicar às atividades da Igreja. Na década de 1970, participou do Conselho Paroquial e idealizou as galerias da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, oportunidade em que acompanhou todas as etapas do projeto, como diretor de obras da Prefeitura Municipal. Foi, por diversas vezes, festeiro. Quando mais jovem era responsável pela coleta de doações para estes eventos. “A gente costumava passar com a bandeira nas casas pedindo doações. Passávamos todo o centro da cidade a pé”, conta.

No esporte, primeiro dedicou-se como atleta. No vôlei, foi campeão pelo Grêmio Esportivo São Luís e pela Brigada Militar. No futebol, jogou pelo time amador do Grêmio Esportivo São Luís, Grêmio Esportivo Paduense e Palmeiras do Travessão Carvalho. Em seguida passou a atuar como dirigente do São Luís, sendo um dos responsáveis pela construção da primeira sede da instituição. Foi Presidente do Grêmio Esportivo Independente por três gestões e foi vice-presidente do Conselho Deliberativo do Clube, de 1987 a 1994, quando a nova sede foi construída. Presidiu o Lions Clube de Flores da Cunha por três gestões.

Sgarioni atuou ainda em quatro edições da Festa Nacional da Vindima, sendo diretor social em duas edições e responsável pelos espaços em outras duas edições. Foi Presidente da Sociedade Recreativa Aquarius por 33 anos. Por três anos foi Presidente do Clube dos 3LS composto por trinta casais. Também participou da direção da APAE e do Consepro.

Na política destaca-se sua atuação como vereador por dois mandatos, 1969 a 1972, pelo Arena, e 1983 a 1987, pelo PDS, e como subprefeito do primeiro distrito e mestre de obras de 1973 a 1977, na administração do Prefeito Raymundo Paviani. No ano de 1983 foi Presidente da Câmara de Vereadores e participou ativamente, juntamente com o Prefeito Angelo Araldi, da compra do imóvel que pertencia aos Irmãos Lassalistas, onde é hoje o Centro Administrativo Municipal.

Em 2014, foi homenageado como presidente de honra do Partido Progressista. “A gente se preocupava com as pessoas, não com o capital, mas sim que as pessoas tivessem dignidade”, lembra.


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