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Hélice apresenta avanços e anuncia novidades para consolidar o ecossistema da inovação

Escrito por em julho 12, 2019

Além de anunciar seis novas associadas, em breve movimento passará a ser Instituto, colocando Caxias do Sul, a Serra Gaúcha e o Estado em outro patamar

A necessidade de mudar a lógica de como inovar e colaborar e a intenção de inserir especialmente a Serra Gaúcha no mapa nacional do ecossistema de inovação fizeram com que no segundo semestre de 2018 fosse criada a Hélice – Movimento pela Inovação. Nesse período, OCA Brasil, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Grupo Uniftec, Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Centro Empresarial de Flores da Cunha, Acelera Serra, Prefeitura de Caxias do Sul, além de demais entidades representativas e agentes de fomento estiveram engajados para a aplicação de um projeto piloto, por meio das quatro empresas idealizadoras: Empresas Randon, Florense, Marcopolo e Soprano.

Nesta sexta-feira, 12 de julho, foram apresentados os resultados da Fase 1, que também pode ser chamada de fase piloto, e anunciados os próximos passos para a Fase 2, com o intuito de dar continuidade ao projeto.

Resultados Fase 1

De acordo com os representantes das empresas idealizadoras, a Fase 1 não apenas atingiu os resultados como surpreendeu as expectativas. Nessa primeira etapa os envolvidos tiveram uma amostra de como seria realizar inovação de forma colaborativa para transformar a região. Com a definição das dores em comum, foram definidas as áreas de RH, marketing/vendas, indústria e logística para darem o start no projeto.

Com o apoio da ACE Startups foram mapeadas 250 startups no Brasil, sendo 40 pré-selecionadas e 15 escolhidas para apresentarem, em Caxias do Sul, produtos e soluções como foco nos quatro pilares. Do total, 12 seguiram adiante com as Provas de Conceito (POCs). Ao final, as empresas idealizadoras chegaram a 13 contratos de prestação de serviços com startups.

Sem dúvida, o maior resultado foi a possibilidade de trabalhar em conjunto e o impacto na cultura de cada uma das empresas, que comprovadamente conseguiram trabalhar de forma colaborativa. Até o momento, seis startups foram contratadas, com a expectativa de que até outubro mais 12 sejam efetivadas.

Na fase piloto, também foram pensadas ações abertas para a comunidade por meio da realização de quatro workshops/mentorias, abertos e gratuitos, que envolveram cerca de 350 pessoas com o intuito de ajudar os empreendedores que têm uma ideia ou para aqueles que já pretendem executar.

Fase 2

Para os próximos meses, na Fase 2, a Hélice começará a trabalhar com ainda mais energia e com pelo menos quatro objetivos claros. O primeiro deles é a inserção de novas empresas associadas. Seis novas marcas ampliarão a diversidade de mercado para o ecossistema e, principalmente, para promover a mudança na região. São elas: Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), Rede Sim, Sicredi Pioneira RS, Sistema Saúde Integral (SSI), Thyssenkrupp e Unimed Nordeste RS.

Além das Empresas Randon, Florense, Marcopolo e Soprano outras duas marcas se unem para serem mantenedoras: Metadados e Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Com o apoio da Ventiur, a Hélice lançará mais um canal de fomento ao ecossistema por meio de um grupo de investimentos em startups locais. A OCA Brasil será o Hub de Inovação e o movimento fortalece sua rede de apoiadores por meio da Adri Silva Agência de Conteúdo, Dupont Spiller Advogados, Agência Global, SAP, Tivit e Grupo UniFtec.

Outra novidade será a estruturação jurídica do projeto. Com a validação do modelo realizado na Fase 1, o grupo se consolida como Instituto Hélice e passa a contar com o executivo Thomas Job Antunes que liderará as ações do movimento. Thomas é administrador pela PUCRS, especialista em Gestão de Projetos pela ESPM e em Gestão da Inovação pela Unisinos. Possui experiência em gestão em instituições sem fins lucrativos e oito anos em inovação, tendo realizado consultoria em gestão da inovação pelo Instituto Euvaldo Lodi/Fiergs e gestão de projetos de inovação na Marcopolo S.A.

Na Fase 2, a intenção é continuar conectando startups e empresas, trazendo mais resultado para todos. Entre os grandes desafios para essa fase está o de ajudar a fomentar ainda mais os empreendedores locais, por meio de um programa que ajude a acelerar as ideias de startups, suas soluções, fornecendo condições para que elas encontrem na Serra Gaúcha e no Estado um ecossistema que ofereça condições de desenvolvimento.

Palavra dos idealizadores

“Para as Empresas Randon é uma satisfação ver a Hélice ganhar esta proporção em tão pouco tempo. O fato de quatro indústrias terem quebrado barreiras para pensarem em conjunto soluções mais ágeis para seus problemas já foi um marco, e agora receber outros agentes, de outros segmentos da economia, é a comprovação de que os resultados de todo o movimento da Hélice serão cada vez mais promissores”, Daniel Ely, executivo nas Empresas Randon

“Participar da Hélice está sendo transformador para a Florense pois nos possibilitou abrir o mindset e visualizar formas diferente de resolução de problemas. Além disso o trabalho colaborativo das empresas e demais integrantes resulta em um ambiente que pulsa inovação. Para a fase dois enxergamos um ecossistema com diversos atores já rodando e entregando mais resultados, tornar as empresas ambidestras”, Felipe L. Corradi, diretor Industrial da Florense

“Para a Soprano tem sido um misto de satisfação e felicidade. Estamos aprendendo e evoluindo rapidamente na conjunção com as startups. Adicional a isso, percebemos resultados consistentes em nossos negócios. Nossa expectativa para a segunda fase é seguir evoluindo, consolidando  e contribuindo com todo ecossistema.  Receberemos as novas organizações de braços abertos para o contínuo aprendizado”, Paulo Gehlen, executivo da Soprano

“A Marcopolo tem na Hélice um parceiro para promover a inovação aberta na empresa, trazendo resultados na eficiência das áreas através de tecnologia aplicada às principais dores operacionais. Além disso, é um canal para conexão com o ecossistema, indo muito além das startups, como outras empresas e institutos de pesquisa que propiciam resultados para o negócio”, Petras Amaral Santos, executivo na Marcopolo

Da esquerda para direita: Mateus Augusto Corradi, CEO Florense; Petras Amaral Santos, executivo Marcopolo; Gustavo Casarotto, diretor de Produtos Metadados; Daniel Ely, executivo Empresas Randon; Bernardo Santos, diretor Controladoria Sopano; Enor Tonolli, da Universidade de Caxias do Sul (UCS)


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