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“Governo Federal tem sido omisso”, diz vice-presidente da FAMURS sobre Pandemia no RS

Escrito por em abril 27, 2020

Emanuel Hassen de Jesus, conhecido como Maneco, concedeu entrevista à Rádio Solaris 97.3

Na manhã desta segunda-feira (27), o vice-presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), Maneco Hassen, falou sobre a realidade dos municípios gaúchos frente à pandemia do coronavírus e a estiagem. Conforme o vice-presidente da FAMURS, os problemas com a estiagem vêm desde o final de 2019, já nos últimos 45 dias foi preciso estabelecer medidas de controle ao Covid-19.

Em entrevista à Rádio Solaris, Maneco informa que a realidade dos municípios gaúchos aponta para a queda de arrecadação, o que afeta a prestação de serviços e cria problemas no sustento das pessoas. No Estado, são 444 municípios que já enviaram à Assembleia Legislativa o pedido de calamidade.

De acordo com Maneco, a entidade criou um “Conselho de Crise para acompanhar e dialogar sobre a Pandemia. O diálogo tem fluído com o Governo do Estado, mas não com o Governo Federal, apenas com o Congresso, de onde tem vindo algumas medidas de auxílio aos estados”. O vice-presidente enfatiza que “o Governo Federal tem sido omisso”.

Distanciamento Controlado

Na última terça-feira (21), o Governador Eduardo Leite apresentou o modelo de Distanciamento Social Controlado, que será adotado pelo Rio Grande do Sul a partir de 1º de maio. A ação dividirá o Estado em sete regiões, de acordo com número de casos confirmados, mortes e leitos de UTI. Cada região poderá ter bandeiras nas cores:

Vermelha (Restringe as atividades do comércio devido a baixa capacidade do sistema de saúde e alta possibilidade de contágio do Covid-19);

Laranja (Média capacidade do sistema de saúde e média propagação do Covid-19);

Amarela (Alta capacidade do sistema de saúde e média propagação do Covid-19);

Verde (Alta capacidade do sistema de saúde e baixa propagação do Covid-19).

Ainda de acordo com a medida, as atividades econômicas serão divididas em categorias, de acordo com a importância de cada uma e risco de transmissão do coronavírus – Serviços Essenciais, Educação, Indústria, Construção Civil, Agricultura, Varejo e Eventos.

Conforme Maneco, “na teoria, a medida é muito boa, mas ainda não sabemos como será o cálculo a ser realizado. Estamos aguardando esses esclarecimentos para essa semana”.

Estiagem no RS

Mais de 300 municípios gaúchos já decretaram situação de emergência devido à falta de chuva. A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural já perfurou 40 poços artesianos e outros 100 serão feitos. As principais culturas afetadas são a soja e o milho, com mais de 50% de perdas em algumas regiões. Essas perdas ainda não foram compensadas pelo governo. Serão mais de R$ 4,8 bilhões de prejuízo, com cerca de 1,2 milhão de toneladas de milho e 3,2 milhões de toneladas na soja que deixarão de ser comercializadas.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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