Faixa Atual

Título

Artista


Governador Eduardo Leite define bandeira vermelha para a Serra gaúcha

Escrito por em julho 13, 2020

Definições passam a valer a partir desta terça-feira

Na última sexta-feira (10), o Governador Eduardo Leite divulgou as cores preliminares nas bandeiras das 20 regiões que dividem o Estado no Modelo de Distanciamento Social Controlado, onde 15 regiões estavam em bandeira vermelha. Após o prazo de 36 horas, o governo do Estado recebeu 63 pedidos de reconsideração da classificação preliminar da décima rodada do Distanciamento Controlado. Nesta segunda-feira à tarde, dia 13, em Live, Leite confirmou que a Serra gaúcha ficará na bandeira vermelha, apesar dos recursos dos prefeitos da região para que permanecesse na laranja, a exemplo das duas últimas semanas. O decreto passa a valer a partir desta terça-feira, dia 14, para 24 dos 49 municípios da região de Caxias do Sul, incluindo Flores da Cunha.

Em atualização, Eduardo Leite definiu que as regiões de Taquara, Passo Fundo, Caxias do Sul e Cachoeira do Sul tiveram os pedidos de reconsideração indeferidos por apresentarem um quadro mais grave nos indicadores de propagação de coronavírus e capacidade de atendimento em saúde. Com isso, ficarão com bandeira vermelha nesta rodada. Disse também que o Estado abriu mais 73 leitos de UTI, totalizando 1630 leitos no RS.

Dos 391 municípios que compõem as áreas com bandeira vermelha, 218 cidades não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento. Portanto, mesmo com a região permanecendo em bandeira vermelha, poderiam adotar um decreto próprio onde seguem as definições da bandeira laranja.

Uma das novidades anunciadas nesta segunda-feira, é que o governo Eduardo Leite decidiu liberar as vendas de todo o comércio pelos sistemas pegue-e-leve, tele-entrega e drive-thru para as regiões que estão na bandeira vermelha com a disponibilidade de 25% dos funcionários para manter as operações para serviços considerados não essenciais.

Fecomércio

No dia 18 de junho, a Fecomércio-RS havia encaminhado pedido para a liberação destas três modalidades, a fim de evitar a total paralisação das atividades de milhares de empresas gaúchas durante a pandemia. Desde o anúncio do plano de distanciamento controlado, em maio, a Fecomércio-RS vem alertando ao governador Eduardo Leite que o fechamento do comércio não essencial a partir da bandeira vermelha traria graves prejuízos à economia e ameaçaria milhares de empregos.

Dados do Caged apontam que só nos meses de março, abril e maio foram destruídos mais de 120 mil postos de trabalho no Estado, enquanto outros 450 mil contratos foram suspensos ou reduzidos. De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a entidade seguirá a fazer sugestões e solicitações para que as políticas de controle à pandemia não prejudiquem ainda mais o setor, que tem adotado todas as medidas de distanciamento e de higiene indicadas pelas autoridades em saúde a fim de preservar a saúde da população.

CDL Caxias

A CDL Caxias recebe com extrema preocupação a alteração da bandeira laranja para a vermelha na Serra Gaúcha que, mais uma vez, acarretará no fechamento do comércio e na restrição de serviços. O presidente Renato Corso, afirma que a nova paralisação agravará ainda mais os impactos negativos na economia do município, colocando em risco a sobrevivência de empresas e, consequentemente, a manutenção de empregos, podendo gerar um colapso social. “Mais uma paralisação poderá provocar uma série de fechamentos de empresas, especialmente as micro e pequenas, que precisam da venda diária para pagar suas contas, manter os funcionários e permanecer gerando renda para o município e para o próprio estado”, resume.

O presidente da CDL Caxias acrescenta que o segmento está seguindo todos os protocolos e que acabará sendo penalizado com a nova paralisação, mesmo com a permissão para as vendas por comércio eletrônico e com as medidas anunciadas pelo governador que incluem outras modalidades de vendas. “Sabemos que grande parte das vendas ainda ocorre de forma presencial, e que temos feito todo um esforço para manter os estabelecimentos abertos. Essa impossibilidade de atendimento ao público prejudica demais o comércio, em especial os pequenos negócios”, reforça.

O comércio movimenta R$ 2,1 bilhões anualmente e representa 28% do PIB de Caxias do Sul.   

Sindilojas       

Para a presidente do Sindilojas, Idalice Manchini, as perdas para o comércio estão se acumulando. “Vamos cumprir a ordem do Estado. Esperamos que o comércio eletrônico dê fôlego para a sobrevivência do setor nesse período”, argumenta. Ela também demonstra preocupação com os surtos que estão ocorrendo na cidade em diversas atividades econômicas e pontua a necessidade de observar os protocolos de saúde para evitar um agravamento da situação.

A situação em Antônio Prado

Por não ter óbito ou internação pela Covid-19 nos últimos 14 dias, Antônio Prado adotará um decreto próprio que tem as definições da bandeira laranja.

Confira as 25 cidades que ficarão na bandeira laranja na Serra:

Alto Feliz
Antônio Prado
Boa Vista do Sul
Bom Jesus
Bom Princípio
Campestre da Serra
Esmeralda
Fagundes Varela
Jaquirana
Linha Nova
Monte Alegre dos Campos
Monte Belo do Sul
Muitos Capões
Nova Bassano
Nova Pádua
Nova Petrópolis
Nova Roma do Sul
Paraí
Pinhal da Serra
Santa Tereza
São José dos Ausentes
São Vendelino
União da Serra
Vale Real
Vista Alegre do Prata

Fonte: Grupo Solaris


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *