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“Golpistas se reinventam a todo o dia”, diz coordenador do Procon sobre golpes

Escrito por em agosto 13, 2020

Dagoberto Machado dos Santos foi entrevistado na programação da Rádio Solaris 97.3

Com a pandemia da Covid-19, os consumidores adotaram uma série de mudanças em relação a compras. O e-commerce, compras pela internet, teve uma elevação e, por vezes, tem causado problemas aos consumidores por falta de avaliação em relação aos dados e a confiabilidade dos sites.

“Não existe almoço grátis”, disse Dagoberto ao se referir a produtos que, em determinado site custam tanto e em outro, um valor bem abaixo. Segundo o profissional do Procon, o produto até pode ser entregue, mas provavelmente é pirata e pirataria é crime.

Em relação ao perfil do golpista, Dagoberto diz ser sazonal. Por exemplo, no período de declaração do imposto de renda, ter cuidado com as informações recebidas e, caso tenha alguma dúvida, buscar quem entenda mais do tema.

Quando o golpe acontece, o Procon não tem o que fazer, o indicado é que a vítima faça um boletim de ocorrência para prevenir novos golpes.

Já o perfil das vítimas também é variável, a partir de março, com o crescimento das compras pela internet, tem atingido várias faixas etárias.

Cuidados com compras online

A loja precisa ter um endereço físico;

Cuidado com os boletos, veja se é realmente da loja e quem vai receber;

Existem golpes em que apenas a máquina do código de barras consegue identificar;

Olhar os dados antes do pagamento.

Historicamente, os idosos são os mais vulneráveis aos golpes, porém Dagoberto ressalta que “as pessoas também precisam fazer a sua parte e ter os cuidados, já que não é viável a orientação individual a todos os consumidores, por isso o Procon trabalha com as orientações coletivas”.

Relatório de fraudes e registros no Procon de Antônio Prado

O Procon de Antônio Prado no período de Janeiro de 2017 a Julho de 2020 vem recebendo consumidores que alegam serem vítimas de golpes ou de tentativas dos mesmos, sendo que semanalmente recebemos ligações ou visitas de pessoas buscando informações sobre fatos que golpistas alegam serem verídicas.

O serviço tem recebido com grande frequência consumidores que alegam terem feito compras em links de redes sociais (Facebook), estes com promoções relâmpagos, com valores muito abaixo do mercado e oportunidade de pagamento a vista no boleto bancário. Assim sendo efetivada a compra o consumidor perde seu valor investido e o site falso é retirado do ar.

Uma pratica comum atualmente é de golpistas se passando por empresas de telefonia, informando que existem pendências e se não efetivar o pagamento o consumidor irá para o SPC. Com medo da negativação, muitos acabam pagando, pois os mesmos enviam códigos de barras, que segundo eles é do débito, para assim ser pago e a dívida anulada, porem quando profissionais do Procon entram em contato com as empresas de telefonia percebe-se que se tratava de golpe.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini.


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