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Germano Rigotto prevê dificuldades na aprovação da Reforma Tributária

Escrito por em março 3, 2020

Ex-governador foi o palestrante da reunião-almoço da CIC Caxias desta segunda-feira

O ex-governador Germano Rigotto (MDB), que preside o Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira, dia 2, data em que a entidade abriu o calendário semanal do evento. Rigotto falou sobre as reformas que devem entrar na pauta do Congresso Nacional e sobre os desafios políticos e econômicos do País para 2020. “Vejo um pouco mais de dificuldade na reforma tributária, pois existe uma divisão dentro do Congresso e uma falta de protagonismo do Executivo, que ainda não disse oficialmente que reforma pretende”, observou para cerca de 400 pessoas entre empresários e políticos.

De acordo com o ex-governador, depois da aprovação da reforma da Previdência, “que foi importante”, a reforma administrativa deverá ser a próxima a passar pelo Congresso Nacional. “A reforma administrativa e as aquelas propostas que mexem com o pacto federativo deverão acontecer este ano. Mesmo sendo um ano eleitoral, algumas reformas vão avançar”, analisou. Em sua opinião, se o governo tiver uma articulação política melhor com o Congresso, ficará mais fácil aprovar estas reformas.

Rigotto acredita que o Congresso Nacional sabe que estas reformas têm que acontecer, independentemente de quem está no governo e de erros de articulação do governo. “São reformas que obrigatoriamente acontecendo, vão fazer com que o País tenha um crescimento mais sustentável e duradouro ao longo dos próximos anos”, completou. Esta mesma facilidade, porém, não deverá se repetir no caso da reforma tributária.

Como deputado federal por três mandatos, Rigotto presidiu a Comissão de Reforma Tributária da Câmara Federal. “Acho que uma reforma tributária que ataca problema racional que temos sobre os tributos penaliza o trabalhador que ganha até dois salários mínimos. Ele perde mais de 50% do que ganha em tributos, no alimento que come, na roupa que veste. Este sistema é injusto e tira a competitividade do Brasil, daquele que quer exportar ou quer competir com o produto que vem de fora”, destacou.

Ouça entrevista com Germano Rigotto

Foto: Rogério Costanza/Grupo Solaris

Rigotto falou sobre os desafios políticos e econômicos a empresários e políticos

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