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Florense relata como espanhóis lutam contra o coronavírus

Escrito por em abril 29, 2020

Estudante Bianca Giotti estava fazendo intercâmbio pela UCS desde fevereiro e voltou no último final de semana para o Brasil

A acadêmica de História da Universidade de Caxias do Sul, Bianca Mascarello Giotti, 24 anos, natural de Flores da Cunha, estava fazendo intercâmbio em Sevilha, na Espanha, desde fevereiro deste ano. Como as aulas estavam sendo somente online por conta do novo coranavírus, ela retornou ao Brasil no último final de semana em voo fretado pelo consulado do Brasil em Madrid, após 43 dias. Em Joinville (SC) onde está na casa da irmã, Bianca relatou à reportagem da Rádio Solaris FM 99.1 o período que passou na cidade espanhola e como os espanhóis estão convivendo com toda esta situação.

Bianca dividia apartamento com outras colegas e relata que nenhuma contraiu o vírus, mas que os espanhóis estão se cuidando com todas as medidas para evitar a propagação da pandemia. A intenção era estudar na Universidade de Sevilha e voltar em agosto para o Brasil, mas sem as aulas presenciais a fez antecipar o retorno. “Dificilmente as viagens de turismo serão permitidas, o que mudou completamente meus planos de intercâmbio”, destaca.

Com mais de 24 mil óbitos, a Espanha é o segundo país mais afetado no mundo pela pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos. O país adotou no dia 14 de março um dos mais rígidos confinamentos do planeta. “Ninguém podia sair de casa a não ser para mercados, farmácias e médico. A cidade é cercada de policiais que a todo momento param a gente na rua e perguntam onde estamos indo e o que estamos fazendo. Eles respeitam bastante os cuidados com o coronavírus”, enfatiza a jovem, cuja família mora em Flores da Cunha.

Depois de seis semanas trancadas em suas casas, as crianças espanholas começaram a sair neste domingo, dia 26, para brincar ou passear nas ruas, num momento em que a Europa começa a flexibilizar o confinamento imposto pela pandemia de coronavírus, que deixou mais de 200 mil mortos no mundo. Os parques seguem fechados. Autoridades de saúde disseram que a epidemia está evoluindo favoravelmente enquanto o país se prepara para um alívio gradual da quarentena a partir da próxima semana.

Bianca relata que nem a tradicional “Feria de Abril”, que ocorre todos os anos pôde ser comemorada no último final de semana nas ruas da cidade. “Sevilha é uma cidade turística. As pessoas costumam sair às ruas para cantar e dançar com seus trajes típicos, mas este ano festejaram dentro das suas casas, mas usando os trajes”, comenta.

Apesar do agito e com uma população em torno de 705 mil habitantes, Sevilha mantém atmosfera interiorana, com centro antigo, praças, ruelas, vilas e arquitetura de época. Até as flores de laranjeira são enfeite e perfume bastante comuns na paisagem urbana. Além da beleza, a cidade representa bem o espírito festivo espanhol, além de ser uma cidade universitária. 

Foto: Arquivo pessoal

Bianca teve que mudar os planos e voltar ao Brasil antes do previsto

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