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Farmacêutico alerta sobre perigos da automedicação e cuidados no inverno

Escrito por em junho 25, 2021

Pablo Bertelli comenta sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos e sobre os cuidados com a imunidade neste período

Nesta sexta-feira (25), a Rádio Solaris 97.3 FM entrevistou o farmacêutico Pablo Bertelli sobre recomendações para proteção de doenças comuns no período do inverno e a contraindicação da automedicação.

A entrevista integra uma série de entrevistas acerca do tema inverno com o apoio de Janair Lãs e Linhas, Farmácias Associadas – Vide Bula e Sorvelândia.

O profissional iniciou a entrevista comentando sobre medidas básicas de prevenção também aplicadas durante a pandemia e que também vêm de encontro com o cuidado preventivo de gripes e resfriados, como higiene das mãos, a limpeza das narinas com soro fisiológico, o que auxilia na eliminação de vírus, uso de máscara como prevenção o que em sua opinião ficará como forma de proteção mesmo após esta pandemia.

Bertelli também comentou sobre diversos fatores que podem desequilibrar o sistema imunológico no inverno como má alimentação, mudanças bruscas de temperatura e até mesmo o emocional que pode afetar diretamente a saúde das pessoas.

“O sol é um catalizador que nos auxilia na metabolização da vitamina D. Então é fundamental pegar aquele sol do meio-dia para manutenção do nosso sistema imune,” salientou.

AUTOMEDICAÇÃO

“A automedicação é um problema seríssimo que a gente enfrenta ainda mais na pandemia”. O farmacêutico relata que muitas vezes as pessoas surgem com sintomas que ao ser investigados constata-se que foram gerados por uma automedicação indevida.

“Temos um dado da Pfizer de que 35 % dos medicamentos adquiridos nas farmácias são comprados sem a orientação de profissionais da saúde,” Ele complementa citando que esse hábito de consumir medicamentos por conta própria pode gerar diversos problemas como intoxicação, reações alérgicas, mascarar os sintomas de uma doença, além de causar dependência.

Ele alerta que a automedicação combinada ao medicamento de uso contínuo já utilizado pelo paciente pode gerar uma interação medicamentosa, ou seja, a interferência de um efeito, prejudicando o tratamento prescrito pelo médico.

“O paracetamol é um exemplo bem bom de se usar porque ele causa Hepatotoxicidade, (intoxicação do fígado), se usado continuamente e em grandes quantidades. Outros exemplos são os antiácidos se ingeridos por uma pessoa que faça uso de antibióticos, por exemplo, ele anula o efeito. “São erros simples que acabam prejudicando o tratamento de uma patologia mais séria.”

O farmacêutico reforça ainda a importância de se relatar os medicamentos já utilizados ao médico nas consultas evitando assim a repetição de remédios, anulação de um tratamento ou até a suspensão dos efeitos do tratamento.

E finaliza orientando a população que tenha qualquer dúvida que procure de preferência atendimento médico ou o auxílio de um farmacêutico.

Ouça a entrevista na íntegra, abaixo:

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Taís Vargas


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