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“Essa situação não pode ser levada na brincadeira”, alerta florense que vive no epicentro do coronavírus

Escrito por em março 17, 2020

Treicy Salles mora há pouco mais de um ano na Itália e relata como é morar na região mais afetada pelo Covid-19 no país

A jovem Treicy Salles Centofante, natural de Flores da Cunha, comemorará seu 27º aniversário isolada por conta da pandemia de coronavírus na Itália. Treicy deve celebrar junto com o esposo Handrius a passagem da data no próximo dia 24. O casal de florenses, que mora há pouco mais de um ano em Bérgamo, na região da Lombardia, está se adaptando às consequências da quarentena declarada pelo governo italiano.

A brasileira, que há mais de uma semana não trabalha por conta do isolamento obrigatório, conversou com a reportagem da Rádio Solaris FM 99.1 (ouça entrevista completa abaixo), e, contou detalhes de como é viver no local hoje considerado epicentro do coronavírus. “A situação é muito difícil, nunca imaginei presenciar isso tão de perto. A gente sempre acha que vai acontecer com os outros e não com a gente” disse Salles.

No balanço divulgado nesta terça-feira, dia 17, a Itália contabiliza mais de 2,5 mil mortes com relação ao Covid-19. Segundo país do mundo com maior número de casos, atrás apenas da China, a Itália atualmente tem 31 mil pacientes infectados pela doença. Segundo Treyci, o governo afirma diariamente nos meios de comunicação que vai garantir os serviços básicos durante a quarentena.

Na conversa com a reportagem, a jovem explicou que atualmente toda a parte de comércio e serviços que não são essenciais, estão fechados. Somente mercados, farmácias e bancos permanecem funcionando normalmente, mas todos eles trabalham com a restrição na entrada das pessoas, garantindo a medida de segurança de pelo menos um metro entre uma pessoa e outra.  

“Na verdade, fomos obrigados a nos adaptar. Não se tem escolha”, disse ela quando indagada sobre os ajustes necessários na vida dos italianos às restrições impostas. Treicy explicou que neste momento, para sair de casa, é necessário levar uma autodeclaração que justifica o motivo de estar na rua, por exemplo trabalho e fazer compras no mercado ou na farmácia. Quem não mostrar um motivo cabível às autoridades está sujeito a pagar uma multa de 200 euros ou até mesmo ser preso.

Sobre seu sentimento em relação à pandemia de coronavírus Salles desabafou “o coração tá sempre apertado vendo os noticiários. Os hospitais estão entrando em colapso, falta equipamentos, falta leitos e médicos”, contou. “Eu tenho muita esperança que daqui a alguns dias, os resultados de todas essas medidas adotadas pelo governo vão começar a aparecer e aos poucos tudo vai voltar a ser como era”, disse.

A florense alertou seus conterrâneos e todos os brasileiros: “essa situação não pode ser levada na brincadeira, é muito sério. No início, eu também achava que era só uma gripe e que a situação ia ser controlada, mas infelizmente não foi assim”. Treicy ainda afirmou “acho que tá na mão de cada brasileiro agir com responsabilidade e evitar que aconteça no Brasil o que está acontecendo aqui”.  

Ouça a entrevista completa com Treicy Salles Centofante
Treicy e seu companheiro Handrius em Florença, na Itália
Foto: Divulgação

Opnião dos Leitores
  1. Juliana   Em   março 18, 2020 em 8:26 am

    Parabéns pela entrevista!
    Treicy sempre foi responsável e tudo o que falou na entrevista, se nos conscientizarmos da importância dos métodos de prevenção, sairemos vencedores frente ao coronavírus!

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