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Escolas de Antônio Prado

Escrito por em fevereiro 10, 2020

O 1º Intendente, Coronel Inocêncio de Matos Miller, criou 24 escolas com professores pagos pela intendência

Antes de ser criado o município, sendo ainda 5º Distrito de Vacaria, foram criadas as primeiras escolas municipais no interior. A primeira delas na Capela Nossa Senhora da Saúde, na Linha Dois de Julho. A Vila foi criada pelo Decreto nº 220, de 11 de fevereiro de 1899.

O 1º Intendente, Coronel Inocêncio de Matos Miller, criou 24 escolas com professores pagos pela intendência, pelo estado e, por vezes, pelos pais dos alunos.

No ano de 1912 funcionavam três escolas estaduais, sendo uma na vila, cujo professor era João Evangelista de Andrade Saraiva. Duas no interior, sendo uma em Castro Alves, hoje pertencente a Nova Roma do Sul, seu professor era Carlos Mantovani. A terceira escola funcionava na Linha 10 de Julho e o professor era João Tavares de Carvalho.

Posteriormente vieram outras escolas municipais, são elas: Linha Dois de Julho, professor Alcides de Matos Miller; Linha Almeida, professor Lisipo Lisboa; Nova Roma, professor Caetano Reginato, Nova Cândida, professor Miguel Frigotto; Linha Guerra, professora Maria Lunardi; Linha Treviso, professor Albano Donadel; Linha 21 de Abril, professor Antônio Camozzato; Linha Almeida, professora Josefina Sega; Estrada Ernesto Alves, professor Ângelo Fambicelli; Linha Trajano, professores Armando da Costa e Orosimbo Zenetti; Paranaguá, professor Guido Andreoni; Fagundes Varela, professor Marcelo Fianco.

No ano de 1913 a Vila tinha 997 alunos matriculados, sendo 303 no Colégio São José, na sede.

Em 1915 foram criadas outras duas escolas municipais na Linha Silva Tavares, com os professores Antônio Tondello e Normélia Andrade Saraiva.

Nesse mesmo ano foram nomeados mais nove professores para a rede municipal, são eles: Atílio Camozzato, Linha Dois de julho; Virginia De Boni, Linhas Almeida; Teresa Antoniutti, Estrada Ernesto Alves; Artur Bogoni, Linha Trajano; Pascoal Meneguzzi, Linha Dois de Julho; Inês Mondadori, Linha 10 de Julho; Carolina Pansera, Linha Fagundes Varela; Marcos Battistin. Linha Dois de Julho e Amábile Deluchi, Linha 10 de Julho.

Nesse ano de 1915 o numero de matriculas chegou a 1.205 alunos, sendo 263 no Colégio São José.

Passados dois anos, em 1917, mais professores foram contratados, são eles: Isidoro Menegati, Linha Paranaguá; Elzira Meneguzzo, Linha 10 de Julho; Aires Meneguzzo, Linha Dois de Julho; João Albanez, Rio do Inferno e Madalena Meneguzzo, Colégio São José.

No ano de 1923 lecionavam também nas escolas municipais os professores: Angelina Segala, Linha Dois de Julho; Paulo Maccarini, Nova Roma; Rosário Frigoto, Linha Cândida; Rosa Andreoni, Nova Treviso, Corona Frigoto, Linha Cândida, 3ª seção; Justino Vieira Albernaz, Linha 21 de Abril; Castorina Vieira Albernas, Castro Alves; Maria Tondo, Linha Barata Góis; Angelina Mondadori, Linha 10 de Julho; Erina Dal Molin Verza, Linha Mimosa; José Albanez, Fagundes Varela; Ernesto Bogoni, Linha Dois de Julho; Dozolina Zatti, Paranaguá; João Tondello, Linha Almeida e Olga Citton, Linha Almeida, 3ª seção.

Em 1925, sob o governo do Intendente Caetano Reginato, funcionavam 25 escolas municipais, três estaduais, o Colégio São José e Escola Paroquial de Nova Roma.

Já no ano de 1934, no governo do prefeito Francisco Marcantônio, o município contava com 29 professores contratados. No ano de 1951, do então prefeito Waldemar Mansueto Grazziotin eram contratados 42 professores com um total de 1.100 alunos.

Nessa época haviam três Grupos Escolares Estaduais, uma Escola Isolada (Cândida), uma Escola Rural em Nova Treviso e outra em Sana Ana. Haviam também quatro estabelecimentos particulares: Colégio São José, na sede; Escola Agrícola Santo Isidoro e Escola Sagrado Coração de Jesus, dos Irmãos Maristas.

Durante o governo do prefeito Vicente Palombini foram criadas mais cinco escolas, subindo a matrícula para 1.155 alunos e 49 professores.

Em 1979, na administração do prefeito Lino Celso Zaccani, haviam 62 escolas, 279 professores e 3.199 alunos, abrangendo ensino municipais, estaduais e particular. A particular era a Escola Cenecista de 2º Grau Conselheiro Antônio Prado, habilitada para magistério, contabilidade e auxiliar de escritório. Possuía 36 professores e 340 alunos. A Escola São José, até a 8ª série, com 36 professores e 476 alunos. A Escola Comercial Pe. José Bem, de Nova Roma, com 7ª e 8ª séries, tinha 36 professores e 340 alunos.

A Escola de 1º Grau São José foi criada em 1900, vindo quatro religiosas de Garibaldi, numa viagem de dois dias a cavalo. No dia 26 de novembro de 1900 iniciaram-se as atividades com 160 alunos, que gradativamente foram aumentando, passando para 303 em 1913.

Por iniciativa do Pe. Ernesto Mânica, foi iniciada a construção do novo prédio em 15 de dezembro de 1949, durante a comemoração do cinquentenário do município.

Em março de 1950 foi autorizado o funcionamento do curso ginasial, inaugurando assim o ensino médio no município.

Em 1953, com a solene formatura da 1ª Turma de ginasianos, foi inaugurado o novo prédio da escola.

Encabeçada pelo Cônego José Benini, durante seis anos a comunidade pleiteava a vinda dos Irmãos Maristas. Por fim, em 1919 o Ir. Livino se dirigia a Vacaria a fim de tratar da fundação de um colégio naquela vila. Porém aconteceu um imprevisto, uma grande enchente elevou as águas do rio das Antas, interrompendo o tráfego no Passo do Zeferino. Ir. Livino teve que permanecer por oito dias em Antônio Prado, hospedado na Casa Paroquial. Durante todo esse tempo escutou os argumentos e apelos do vigário, que acabou cedendo, resultando na decisão de instalar o colégio na Vila de Antônio Prado.

Em 1920 iniciaram então as atividades dos Irmãos Maristas, com 68 alunos.

Sobe a direção do Ir. Arduíno Zancan, em 1969 o colégio passou a chamar-se Escola Particular Irmão Irineu.

No prédio dos Irmão Maristas funcionou a Escola Cenecista de 2º Grau Conselheiro Antônio Prado, fundada em 1968 sob o nome de Colégio Comercial.

Através da portaria de reorganização nº 23.281, de 28 de dezembro de 1977, da Secretaria de Educação e Cultura a escola recebeu o nome de CENEC – Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.

Acervo Nilo Bortoloto, do Livro Antônio Prado e sua História – Fidélis Dalcin Barbosa

Pesquisa e Redação Jornalista Ronei Marcilio – Grupo Solaris de Comunicação

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