Faixa Atual

Título

Artista


Empreendedorismo feminino, a coragem de abrir o próprio negócio

Escrito por em novembro 19, 2021

Empreender por oportunidade ou necessidade, eis a questão

Atualmente o Brasil possui cerca de 30 milhões de empreendedoras ativas, um número que teve aumento considerável no último ano, mas que ainda representa 48,7% do mercado, dado inferior à proporção populacional feminina.

As mulheres, representam 52% da população brasileira, no entanto ocupam somente 13% das posições de destaque entre as maiores empresas do país. Curiosamente, apesar de se tratar de um país tão desigual, o Brasil é a 7° nação com mais mulheres empreendedoras no mundo, um dado que parece destinado a crescer.

Dados do Sebrae mostram que mulheres empreendedoras estudam 16% a mais do que os homens, e mesmo assim ganham 22% a menos. Por outro lado, quase metade dessas mulheres chefiam também suas residências enquanto lideram suas empresas, e a maioria absoluta, cerca de 80%, não possui sócio algum.

Um estudo feito pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), afirma que empreender ajudou 48% das empreendedoras a saírem de relacionamentos abusivos e até violentos. Além disso, a pesquisa revelou que 81% das mulheres consultadas concordam que empreendedoras têm mais autonomia na vida, e por isso são mais independentes em suas relações conjugais.

Há um movimento em especial que mostrou a potência do empreendedorismo feminino foi o desemprego e a falta de renda gerada na pandemia. Com base em mais um eixo da pesquisa do IRME, 26% das mulheres consultadas iniciaram o seu negócio atual durante a pandemia.

Para encorajar as mulheres que buscam empreender e andar na contramão das estatísticas, algumas ferramentas foram criadas. Esse é o caso do Clube das Heroínas, um projeto idealizado pela mentora de negócios Vanessa Kukul, que tem como objetivo encorajar o público feminino a se desprender de algum tipo de comportamento sabotador, e se preparar para a sua realização profissional.

“Grande parte dos meus clientes são mulheres, e o diagnóstico para que elas mudem e se desenvolvam, na maioria das vezes é o mesmo, a falta de confiança. Ainda somos vítimas dos costumes do patriarcado e do seu histórico. Minha missão é fomentar a cultura do empreendedorismo nas mulheres,” afirma Kukul.

A mentora ainda afirma que há uma falsa conceituação do termo “louca”, aplicado ao homem frente a mulher. “O homem quando é chamado de louco, é alguém que está a frente do seu tempo e fazendo a diferença. Mas para a mulher não, é justamente o contrário. É porque ela está inovando, empreendendo e fazendo o improvável, então pode nos chamar de ‘louca’”, brinca a mentora Vanessa, ao explicar a frase que norteia essa explicação e dá nome a sua mentoria. – Pagarás de louca e conquistarás o mundo.

Residente em Flores da Cunha, a Patrícia Zucco era colaboradora de uma empresa em Caxias do Sul, exercia a função de gerente de mercado, entretanto, depois de 4 anos, resolveu se desafiar e empreender. Ela viu no mercado de trabalho a possibilidade do seu potencial servir para ajudar clientes. E depois de muito planejamento estratégico, ela lançou a sua empresa com base em três pilares básicos: o relacionamento, o mercado e a indústria. É o que pode ser chamado de empreendedor por oportunidade.

Toda a experiência e a sensibilidade da mulher dentro de um segmento que têm a predominância masculina, como a indústria, pode fazer a diferença na hora da entrega dos resultados. Contudo, Patrícia, assim como a coaching Vanessa, aposta na confiança e na persistência como a chave para dar certo na hora de abrir o próprio negócio.

“A gente tem que se valorizar, entender como podemos agregar valor ao mercado. Empreender não é uma tarefa fácil. Mas com determinação e foco é possível sim alcançar sim os objetivos,” conclui Zucco.


Opnião dos Leitores

Deixe uma Resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *