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Em Antônio Prado diminuem os casos de violência contra a mulher durante a pandemia

Escrito por em agosto 7, 2020

No país os números crescem todos os dias especialmente os crimes de feminicídio

Na contramão do país, quem sabe até do mundo, a cidade de Antônio Prado registrou uma queda de registros de violência contra a mulher durante o isolamento social.

De acordo com dados fornecidos pela delegada da Polícia Civil, Aline Martinelli, que responde por Antônio Prado, de janeiro a julho de 2019 foram registrados 18 casos. No mesmo período de 2020 esse número caiu, foram 16 registros.

“Não tivemos um acréscimo no município em razão da pandemia o que pode nos levar a pensar se as vítimas estejam procurando as delegacias ou estejam em suas casas em razão do vírus”, comenta a delegada.

No país os números crescem todos os dias especialmente os crimes de feminicídio, apesar de a pena ser de 12 a 30 anos de reclusão.

No município, apesar de não termos tido nenhum feminicídio nos últimos anos, destacam-se os delitos de ameaça (pena de detenção de um a seis meses), lesão corporal (pena de detenção de três meses a um ano) e de vias de fato (pena de 15 dias a três meses).

A delegada alerta que o ciclo da violência muitas vezes inicia com atos apenas verbais, porém podem se tornar mais graves e com consequências irreparáveis.

Criado em 2016 para lembrar a lei Maria da Penha, que nesta sexta-feira (07) completa 13 anos, o Agosto Lilás tem como objetivo a conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A violência contra a mulher é um fenômeno universal, complexo e que independe de classe social, sendo um dos crimes com índices mais altos em todo o país.

“Cabe sinalar que as mulheres podem buscar ajuda pessoalmente, por telefone (disque-mulher – 180) ou e-mail, e agora até mesmo por sinais, como trata a campanha do “Sinal vermelho contra a violência” em que a mulher adentra numa farmácia com um “x” vermelho na mão. Terceiros também podem denunciar até mesmo de forma anônima”, explica Aline.

A Lei Maria da Penha – Lei n. 11340 publicada em 07 de agosto de 2006 foi um avanço na proteção dos direitos das mulheres vítimas, especialmente porque ela trouxe a possibilidade da concessão de medidas protetivas de urgência, como por exemplo, o afastamento do agressor do lar e impossibilitou a renúncia das vítimas a ação penal e alguns casos mais graves. A lei também criou no art. 24-a, a figura penal do delito de descumprimento de medida protetiva cuja pena é 3 meses a 2 anos e possibilita a concessão de fiança apenas pelo juiz.

Segundo a Delegada Aline devemos ter em mente que “não existe mulher que gosta de apanhar, o que existe é mulher humilhada demais pra reagir, com medo demais para acusar e pobre demais pra ir embora. Por isso, a denúncia do agressor é sempre fundamental, seja pela vítima ou por terceiros. O velho ditado popular de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” deve estar superado em se tratando de violência doméstica e familiar”.

Imagem/ Ariane Vahlbrinck

Redação/Jornalista Ronei Marcilio


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