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Durante a pandemia crescem as tentativas de golpes

Escrito por em agosto 1, 2020

O golpe do boleto falso pode estar mais perto do que possamos imaginar

O golpe do boleto falso pode estar mais perto do que possamos imaginar. Antônio Prado já tem registro de ocorrência junto ao PROCON local e à Delegacia de Polícia. Um empresário foi alvo dos supostos credores e, por um trabalho de averiguação que envolveu diversas entidades locais, evitou de pagar por uma dívida inexistente.

Utilizado pela maioria das pessoas como forma simples e prática para pagamento de contas, o boleto bancário requer muita atenção antes de efetuar o pagamento. O que parece simples e seguro pode se tornar um problema. O golpe do boleto falso vem se tornando cada vez mais comum no Brasil e busca vítimas em cidades como Antônio Prado.

O golpe da cobrança de uma falsa dívida, com boleto falso, que é muito comum na internet, agora ficou mais sofisticado e perigoso. Os possíveis criminosos estão montando call center,  conseguindo informações das vítimas e agindo como verdadeiras empresas de cobrança. Ligam para as vítimas dizendo que uma cobrança será protestada e o CPF ou CNPJ será registrado no Serasa. Normalmente os criminosos usam credores originais como agências bancárias, dizendo que teriam comprado a dívida e propõe pagamento de valor muito abaixo do suposto débito. É importante destacar que parece haver preferência por aposentados como vítimas, pelo acesso facilitado aos dados, que são vendidos no mercado negro, e por serem pessoas mais vulneráveis. Quanto a cobranças a empresas, associadas ao CNPJ, há menor índice de reclamações.

Após a negociação fechada com os devedores, a falsa empresa de cobranças emite um boleto adulterado, igual a um original, com todos os de dados bancários ou código de barras do banco dos credores. O valor pago não é direcionado para o credor, mas sim para um destinatário desconhecido. Esse tipo de fraude acontece principalmente por meio de emissão boletos que são enviados por sites, e-mail e WhatsApp. No caso em questão, o boleto não especificava a dívida que estava sendo paga, mas contemplava uma “nota” que dizia que, se não fosse pago o boleto, seria possível retomar a negociação com a empresa de cobrança.

Temos conhecimento de um caso registrado em Antônio Prado. Estelionatários tentaram extorquir mais de R$ 4 mil reais de um empresário do comércio, que, por detalhes, não efetuou o pagamento do boleto. O empresário acionou sua advogada que, após vários contatos com a suposta empresa de cobrança, pesquisas junto à instituição bancária na qual haveria o débito original, contato com o PROCON de Antônio Prado e de Caxias do Sul,  encontrando muitos elementos que indicavam se tratar de um golpe, formalizou denúncia junto ao Procon local e Boletim de Ocorrência na Delegacia Online. 

Em síntese, o registro contempla as seguintes informações: 

Na tentativa de golpe registrada na cidade, o cliente recebeu cobranças, via mensagens telefônicas. Julgando se tratar de fato relacionado a seu estabelecimento comercial, contatou a advogada da empresa para analisar a situação. Verificada a cobrança de dívida relativa a seu CPF, ou seja, sem vínculo com o CNPJ, passou-se a investigar a situação. A dívida alegada pela empresa de cobrança seria junto ao Banco do Brasil. A agência de Antônio Prado verificou a inexistência de débito junto ao BB e junto ao BACEN (onde também alegavam haver registro da dívida). Todos os fatos foram registrados no Procon de Antônio Prado. As cobranças não foram acompanhadas de comprovação da dívida, apesar da solicitação. As consultas ao site Reclame Aqui revelam inúmeros casos similares em outras cidades e estados.

Na hora de pagar uma conta é importante certificar-se da procedência do site, origem do e-mail e dados do código de barra. Empresas só enviam a segunda via quando o documento é solicitado pelo cliente, caso contrário, desconfie. Mesmo quando há a afirmação de que existe um débito, de que a pessoa terá o CPF negativado, de que pode ser feita a consulta junto ao BACEN, é sempre importante averiguar todas as informações, pois a cobrança é insistente e leva a vítima a acreditar que, de fato deve, que terá o título protestado, que terá o nome registrado em bancos de restrição de crédito.

Em tempos de esperteza para ganhar dinheiro fácil, vale o ditado: “O seguro morreu de velho e o desconfiado continua vivo”. Em caso de dúvida, antes de pagar, faça uma boa investigação. Não tenha vergonha de pensar que possa ter ficado com dívida pendente. Normalmente, os estelionatários não procuram cobrar os que estão com o nome negativado, esses não pagam o que sabem que devem, provavelmente, não pagarão o que não sabem se devem. Então, os bons pagadores são as melhores vítimas.

Texto/Jornalista Ronei Marcilio

Imagem Ilustrativa


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