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Dólar cai para R$ 5,23, mas fecha semana com alta de quase 3%

Escrito por em abril 18, 2020

Bolsa avança pela segunda semana consecutiva

Mesmo com incertezas sobre a evolução da pandemia de covid-19, o dólar comercial caiu nesta na sexta-feira (17). A moeda encerrou o dia vendida a R$ 5,236 com recuo de R$ 0,021 (-0,39%). A cotação, no entanto, fechou a semana com alta de 2,85%.

O dólar operou perto da estabilidade durante toda a sessão, alternando momentos de alta e de baixa, mas passou a cair nos minutos finais de negociação, seguindo os mercados externos. Na máxima do dia, por volta das 12h, a moeda encostou em R$ 5,28. A divisa acumula alta de 30,48% em 2020.

O Banco Central (BC) interveio no mercado. Como nos últimos dias, a autoridade monetária rolou US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, e fez um leilão extra de contratos novos, sem informar o valor vendido. No início da noite, o BC anunciou que rolará (renovará) integralmente US$ 5,3 bilhões em contratos de swap cambial que venceriam em 1º de junho.

Bolsa de valores

O alívio no mercado de câmbio estendeu-se à bolsa de valores. Depois de dois dias de queda, o índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia em 78.990 pontos, com valorização de 1,51%. O indicador fechou a semana com alta de 1,68%, tendo alternado dias de subida e de queda.

A bolsa brasileira seguiu as bolsas internacionais. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou esta sexta com alta de 2,99%. Na semana, o índice subiu 2,2%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

No início da semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou que a economia global terá queda de 3% em 2020. Para o Brasil, os prognósticos são piores, com o organismo internacional projetando retração de 5,3% no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país). No entanto, anúncios de que diversos países europeus pretendem amenizar as medidas de distanciamento social após a estabilização dos casos têm reduzido a turbulência nos mercados globais.

Foto: Internet

Fonte: Agência Brasil

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