Medidas da Igreja são conduzidas pela Arquidiocese de Porto Velho, enquanto caso segue em sigilo judicial
O bispo da Diocese de Caxias do Sul, dom José Gislon, manifestou-se nesta sexta-feira (20) após a prisão de um padre que atuava em São Francisco de Paula, ocorrida na última quarta-feira (18). Em nota oficial, a Diocese informou que acompanha o caso e aguarda o esclarecimento completo dos fatos pelas autoridades civis e eclesiásticas.
O sacerdote foi detido após a celebração de uma missa, em cumprimento a mandado judicial expedido pela Justiça de Rondônia. A ação foi realizada de forma discreta pela Polícia Civil, já com a igreja vazia. O processo de investigação sobre um caso de estupro de vulnerável corre em segredo de Justiça.
No comunicado divulgado, a Diocese afirma que “tomou conhecimento dos fatos envolvendo a detenção de um sacerdote, membro do clero diocesano” e que “as circunstâncias estão sendo apuradas pelas autoridades competentes na esfera civil e eclesiástica, conforme os procedimentos próprios, respeitado o devido processo legal”.
A nota esclarece ainda que as medidas canônicas não estão sendo conduzidas em Caxias do Sul, mas pela Arquidiocese de Porto Velho (RR), junto ao Tribunal Eclesiástico de Manaus, onde tramita o processo interno da Igreja. “A Diocese espera de que todos os fatos sejam esclarecidos, a fim de que a verdade prevaleça e se realize a justiça”, destaca outro trecho do documento.
A instituição também reforçou que mantém ativa a Comissão para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis e declarou, de forma enfática, que repudia qualquer tipo de abuso sexual. “Repudiamos qualquer ato de abuso sexual, em qualquer esfera da sociedade, principalmente no âmbito religioso”, afirma a nota, acrescentando que não será tolerada nenhuma injustiça contra pessoas sob os cuidados da Igreja.
A Diocese informou que vai seguir acompanhando o caso e pode se manifestar novamente conforme o avanço das apurações.