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Denúncias de violência contra a mulher cresceram 9%, diz ministra

Escrito por em abril 3, 2020

Aplicativo para smartphone também receberá notificações de violência

O isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde e determinado pelos governos estaduais para conter o avanço do novo coronavírus, deve aumentar os casos de violência doméstica contra a mulher no país, disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. 

Durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, a ministra afirmou que, de acordo com dados do Ligue 180, houve um aumento de 9% no volume de denúncias na semana passada, na comparação com a semana anterior. Segundo ela, o aumento da violência é uma tendência mundial com mais gente permanecendo em casa.    

Segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a média diária entre os dias 1 e 16 de março foi de 3.045 ligações recebidas e 829 denúncias registradas, contra 3.303 ligações recebidas e 978 denúncias registradas entre 17 e 25 do mesmo mês, um aumento percentual de 8,47%.

Aplicativo para denúncia

Damares Alves também anunciou, durante a coletiva, o lançamento de um aplicativo de smartphone para o recebimento de denúncias, tanto do Disque 180, quanto do Disque 100.

A ideia, segundo a ministra, é enfrentar um dos fenômenos observados em outros países que também passam por período de confinamento: com agressores e vítimas sob o mesmo teto 24 horas por dia, a busca por canais de denúncia via telefone tende a diminuir, uma vez que a pessoa agredida não consegue pedir ajuda reservadamente. 

Batizado de “Direitos Humanos BR”, o aplicativo está disponível para os sistemas Android e IOS e apresenta um passo a passo completo para que o denunciante registre a reclamação de maneira prática e segura.

Após fazer um breve cadastro, o denunciante pode registrar violências contra mulheres, crianças ou adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos sociais. Há a opção de anexar arquivos, como fotos e vídeos.

Fonte: Agência Brasil – Pedro Rafael Vilela.


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