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Confronto mortal no centro de Antônio Prado

Escrito por em fevereiro 12, 2020

O confronto resultou na morte de quatro pessoas, entre eles o Delegado

Pouco tem conhecimento desse fato trágico ocorrido em 25 de maio de 1936 em Antônio Prado, deixando nossa história marcada por um conflito armado entre colonos, prefeito, polícia e Delegado. Esse embate resultou na morte de três agricultores da Capela de São Pedro, foram eles; Pedro Pastore, Vitório Meneguzzi e Antônio Perosa e do delegado de polícia Armindo Cesa.


Neste ano de 1936 ocorreu eleição municipal, tendo como candidatos Oscar Hampe e Calvino Palombini. Hampe, que era irmão do Dr. Osvaldo, atuou inicialmente no município como delegado, acabou vencendo a eleição, período que se tornaria o mais conturbado da história.

Como deixou o cargo de delegado vago, em 20 de abril de 1936, Oscar envia telegrama ao Presidente do Estado Gal Flores da Cunha, indicando seu genro, Armindo Cesar, para ocupa-lo.

Cabia ao novo prefeito introduzir o novo sistema de tributação municipal, em cumprimento a determinação da nova Constituição de 1934. Hampe precisou introduzir no município a nova forma de arrecadação tributária. A cobrança, a principio, não teria agradado a alguns agricultores.

As divergências políticas e religiosas da época foram acompanhadas da nova tributação, o estopim que culminou com o trágico incidente de 25 de maio de 1936, na praça central da cidade.

Descontentes com a nova forma de cobrança, após a missa dominical do dia 24, um grupo de colonos reuniu-se em uma casa de comercio na Rua da Paz, hoje Valdomiro Bocchese, para combinar um encontro para a segunda-feira (25) onde tratariam com o prefeito sobre os impostos.

Alertado por seus correligionários sobre a movimentação tratada no domingo, Hampe convocou para que estivesse na prefeitura naquele dia seu genro e delegado, Armindo Cesar, além do vice prefeito Reinaldo Barison, seu irmão Osvaldo e alguns policiais.

A partir dai a história se divide em duas versões, a oficial e a dos agricultores. Naquela época a maioria dos homens costumava andar armado, não que fosse permitido, mas também não era cobrado pelas autoridades que fosse diferente.

Na quinta-feira (13) apresentaremos as duas versões, nesse mesmo espaço.

Livro Antônio Prado, de Valdemir Guzzo*

Pesquisa e Redação Jornalista Ronei Marcilio – Grupo Solaris de Comunicação

*Guzzo é formado em Filosofia e especialista em História Regional pela Universidade de Caxias do Sul – UCS e tem Mestrado e Doutorado em Educação pela Universidade do Vale dos Sinos – Unisinos.


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