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Comércio comemora troca de bandeira na região

Escrito por em junho 20, 2020

Região de Caxias do Sul passará para bandeira laranja esta semana

As entidades do comércio da região comemoram a volta da classificação de bandeira laranja para a região de Caxias do Sul que inclui 49 municípios da Serra. O governador Eduardo Leite fez o anúncio no final da tarde deste sábado, dia 20, pela internet. A mudança vai ocorrer a partir da próxima terça-feira, dia 23 e valerá até 29 de junho.

O comércio varejista de rua, principalmente, foi um dos mais afetados com a bandeira vermelha. Lojas que não eram consideradas de serviços essenciais tiveram que fechar suas portas, mas agora voltarão a abrir, porém com restrições como 50% da capacidade dos funcionários, por exemplo.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Flores da Cunha, Jásser Panizzon, entende que, “se o foco é combate ao avanço da Covid, não vemos lógica em fechar o comércio varejista, que são locais de baixa aglomeração e todos tomaram as medidas necessárias desde o início da pandemia. Fica clara a ignorância do Estado, que restringe atividades que reúnem poucas pessoas e fingem não ver as filas intermináveis de agências lotéricas, bancos e outros lugares que reúnem muitas pessoas todos os dias”, pondera.

O Sindilojas Caxias vai permanecer reivindicando segurança para manter as portas abertas junto ao Estado, ainda que com redução de pessoal ou horário diferenciado. A presidente Idalice Manchini celebra a abertura das lojas, mas mantém a preocupação com a inconstância imposta ao comércio pelos índices de saúde: “Amanhã voltamos a abrir os nossos estabelecimentos e estamos motivados a atender os nossos clientes após esses dias de portas fechadas. Porém, precisamos continuar reivindicando alternativas, caso a bandeira vermelha volte, como atendimento com 25% dos funcionários ou com horário reduzido, bem como as opções de tele-entrega”, argumenta Idalice, que estima um prejuízo de R$ 2 milhões por dia com o comércio fechado.

Segundo ela, o Estado precisa atuar com mais segurança em suas decisões: “Precisamos de regras claras e objetivas para não seguir temendo o fechamento do comércio a cada anúncio de bandeira”, declara.

Restrições

O comércio varejista e atacadista de rua de serviços considerados não essenciais podem atuar com 50% dos trabalhadores ou nas outras modalidades de take away, tele-entrega e teletrabalho. Essenciais podem operar com 75%, nas mesmas modalidades. Os centro comerciais e shoppings segue os mesmos critérios do comércio de rua, mas com restrição de 50% da lotação. O comércio varejista de produtos alimentícios pode operar com 75% dos trabalhadores no sistema presencial restrito e outras modalidades de take away, tele-entrega e teletrabalho.

Os restaurantes, lancherias e padarias podem funcionar no sistema a la carte, prato feito e bifê sem autosserviço com 50% dos funcionários, além dos sistemas take away (pegue e leve), tele-entrega e drive thru.

Cabeleireiros e barbeiros podem operar com 25% dos trabalhadores.

Fotos: Rogério Costanza/Grupo Solaris

Lojas que estavam fechadas há uma semana podem voltar a abrir na terça-feira


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