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Comerciante de Flores da Cunha realiza protesto contra o fechamento do comércio

Escrito por em abril 1, 2020

O empresário Duílio Lisboa defende algumas restrições e a reabertura das lojas

Um comerciante de Flores da Cunha realizou um “protesto silencioso” na manhã desta quarta-feira, dia 1º. Descontente com os decretos estaduais e municipais que determinam o fechamento das lojas para conter o avanço do coronavírus, o empresário Duílio Lisboa, decidiu montar uma pequena mesa na calçada, para poder atender os clientes que o procurassem para realizar pagamentos e pequenos reparos nos óculos e relógios.

Lisboa esclareceu à reportagem da Rádio Solaris o motivo que o levou a tomar tal atitude: “o intuito é mostrar que o governador fechou e não achou uma maneira de solucionar os problemas. Hoje a lotérica tá recebendo dinheiro. Os bancos estão recebendo dinheiro. Tá e o lojista que tem os compromissos, pra pagar aqui ou lá? O que eu digo pros meus funcionários que eu não tenho dinheiro pra pagar eles?”, disse.

“Tô aqui pra mostrar pro Governador do Estado que eu posso trabalhar mesmo que seja fora do meu estabelecimento”, comentou o comerciante do ramo de ótica. “Ele tá ganhando integral, vamos começar a diminuir o valor do pessoal do poder público. Vamos diminuir o salário do prefeito. […] Eu acho que o pessoal tem que sair de trás da mesinha e olhar onde estão os problemas”, desabafou.

Duílio, que é lojista há 45 anos, defende que o problema não está no comércio. Ele acredita que se deve mesmo manter o distanciamento social, mas não concorda com as obrigações de fechamento do comércio. “O comerciante pode atender um ou dois por vez, como uma agência bancária atende” e complementou “ninguém está preocupado se vai ficar mais pobre ou mais rico, simplesmente queremos direitos iguais, ou nós não precisamos ir ao banco pagar mais nada?”.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Flores da Cunha, Jásser Panizzon, o protesto do lojista é contra a incongruência das medidas adotadas pelos vai-e-vem de decretos. “Setores essenciais, que tem autorização para funcionar, algumas vezes aglomeram mais pessoas do que o comércio em geral que, como frisei em todos os pronunciamentos, tem sido um dos setores mais prudentes nos cuidados para o distanciamento social”, disse.

Duílio Lisboa atendia os clientes na calçada, em frente à loja

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