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Chuva de meteoros é registrada no Rio Grande do Sul

Escrito por em outubro 21, 2021

O espetáculo no céu foi notado na madrugada desta quinta-feira (21)

A chuva anual de meteoros Oriônidas, também conhecida como Orionídeas, foi registrada na madrugada desta quinta-feira (21), no Rio Grande do Sul. O observatório Heller e Jung, da cidade de Taquara, que possui uma série de câmeras especiais destinadas à observação de meteoros, captou a chuva de meteoros durante a última noite.

O tempo aberto com escassa cobertura de nebulosidade favoreceu a observação da chuva de meteoros na região do Vale do Paranhana, onde está localizado o observatório astronômico. O Rio Grande do Sul estava no começo do dia sob influência de uma massa de ar seco e frio de alta pressão atmosférica, proporcionando as excelentes condições de visibilidade.

A maior incidência de meteoros no céu se deu a partir das 3h da manhã desta quinta-feira, mas o show dos meteoros não deve se limitar a esta quinta-feira. Apesar da madrugada de hoje ter sido a melhor para a observação, a chuva de meteoros Oriônidas vai continuar nos próximos dias.

O que é a chuva de meteoros oriônidas?
Todos os anos, entre os dias 15 e 29 de outubro, o planeta Terra passa pela nuvem de detritos deixada pelo cometa Halley, o que traz uma das mais aguardadas chuvas de meteoros do ano: a Oriônidas (ou Orionídeas). Os Oriônidas estão entre os meteoros mais rápidos, atingindo uma velocidade de 66 km/s ao riscar o horizonte celeste. Por isso eles tendem a deixar rastros luminosos longos e persistentes, que podem ser vistos no céu por alguns segundos.

Não bastasse, a taxa de meteoros no evento anual em seu pico é relativamente alta com cerca de 20 meteoros por hora, mas em alguns anos chegaram a ser observados até mais de 60 meteoros por hora. Todos os anos se tem a certeza que a chuva de meteoros vem, entretanto o número de riscos no céu por hora é imprevisível pela variabilidade anual.

As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra passa por esteiras de detritos deixadas por cometas ou até mesmo asteroides. Os meteoros que riscam o céu na chuva Oriônidas são originários do famoso cometa Halley, que deixou uma esteira de detritos que ao se chocar com a Terra, faz com que a poeira queime e produza o brilho que se chama de meteoro, ou “estrela cadente” na expressão popular.

Em regra, os fragmentos que produzem esses meteoros têm o tamanho de uma semente de maçã. Quando os detritos espaciais são um pouco maiores, do tamanho de uma bola de tênis por exemplo, há grandes bolas de fogo (bólidos) que são os meteoros mais brilhantes. Os maiores podem produzir até tremores de terra e ruídos sônicos, como se viu ontem na fronteira do Uruguai. O nome dessa chuva de meteoros se deve ao fato de os meteoros surgirem sempre da direção da constelação de Orion.

Fonte: MetSul


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