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Caxias do Sul deixará de vacinar 40 mil bovinos contra febre aftosa

Escrito por em agosto 12, 2020

Ministério da Agricultura reconhece o RS como zona livre de vacinação contra animais

Caxias do Sul deixará de vacinar cerca de 40 mil bovinos contra a febre aftosa. Isto porque a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, publicou uma Instrução Normativa (IN) 52, assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira (11) que reconhece o Estado como zona livre de vacinação contra os animais – uma antiga reivindicação do setor pecuário. A mudança passa a vigorar em 1° de setembro e a IN deve ser publicada no Diário Oficial da União.

O médico veterinário da Secretaria Municipal da Agricultura (Smapa), Fernando Vissirini Lahm dos Reis, alerta para três aspectos importantes da nova realidade: sanitário, econômico e comercial. “Na questão sanitária, é preciso destacar o trabalho preventivo da Inspetoria Veterinária, órgão estadual coordenado na região pela médica veterinária Luíza Virgínia Caon, que vem há anos fazendo quase que uma ‘mágica’ para ter o controle da erradicação da vacina, lutando contra a falta de estrutura. Inúmeras vezes a Smapa auxiliou com pessoal e equipamentos para que ela conseguisse essa prevenção no rebanho local. É um trabalho digno de registro”, diz Reis.

Há também uma mudança de caráter econômico. Segundo Vissirini, com o tempo as vacinas deixaram de ser subsidiadas pelo Estado e ultimamente o produtor precisava comprá-las nos estabelecimentos credenciados e fazer a aplicação. “Isto sempre gerava um custo adicional, sem falar no risco de um animal adoecer e precisar ser abatido, gerando transtornos, comoção e perdas econômicas”, observa, lembrando o caso do Município de Joia, onde ocorreu um surto em 2000, resultando em cerca de 11 mil animais sacrificados.

O principal objetivo de todo esforço está nos avanços de ordem comercial. “Vai abrir o mercado interno e principalmente o mercado mundial em cerca de 70%, pois cessam restrições que a vacina gerava às exportações. O pecuarista, os profissionais da área e o consumidor têm que estar continuamente informados sobre o porquê da zona livre de vacinação contra aftosa ser tão importante. É toda uma cadeia envolvida”, frisa.

Foto: Neiva Rech/Divulgação

Fonte: Ass.Imprensa Prefeit.


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