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Casal é preso em Caxias do Sul acusado de vender vacinas falsas contra a gripe

Escrito por em agosto 3, 2020

Polícia Civil deteve a dupla na manhã desta segunda-feira no bairro Cruzeiro

Agentes da 1° Delegacia de Polícia de Caxias do Sul prenderam preventivamente um homem de 46 anos e uma mulher de 36 anos, por crimes contra a saúde pública, falsidade ideológica e uso de documento falso na manhã desta segunda-feira (3), no bairro Cruzeiro. Eles são acusados de vender e também aplicar vacinas adulteradas contra a gripe.

Conforme o delegado Vítor Carnaúba, o laudo de análise do material com eles apreendido, confirmou a adulteração, sendo que o líquido encontrado era, provavelmente, soro fisiológico. “Segundo investigações, a empresa do casal adquiriu 300 doses de distribuidor autorizado, mas foram comercializadas e aplicadas mais de mil doses ao longo dos últimos três meses”, explica. As imunizações ocorreram dentro de duas clínicas médicas, em diversas salas locadas pelo casal e muitas empresas também contrataram os serviços por eles ofertados. Os locais e os nomes dos detidos não foram divulgados.

O ato criminoso não ocorreu somente em Caxias do Sul, sendo que houve a aplicação destas vacinas em, pelo menos outras três cidades: Gravataí, Porto Alegre e Cambará do Sul. Conforme a polícia, a mulher, que dizia ser técnica em enfermagem, sequer possui habilitação junto ao órgão de classe (Coren) e apresentava um falso diploma, que também foi apreendido pelos policiais. “Os investigados foram autuados em três oportunidades; pela Vigilância Sanitária Municipal e tiveram seu estabelecimento interditado (em 16 de julho) mesmo assim insistiam em prosseguir suas atividades”, frisa o delegado Vítor. Após os procedimentos legais, os presos serão conduzidos ao sistema prisional.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul em conjunto com os órgãos de segurança, irá, em breve, divulgar os nomes das clínicas para que as pessoas que receberam as doses procurem uma Unidade Básica de Saúde para serem imunizadas.

A pena prevista é de 10 a 15 anos de reclusão. O casal não possui antecedentes criminais.

Fonte e foto: Polícia Civil

Segundo investigações, a empresa do casal adquiriu 300 doses de distribuidor autorizado, mas foram comercializadas e aplicadas mais de mil doses ao longo dos últimos três meses


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