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Câncer de mama: “Se for pra passar tudo de novo, que seja pra ficar bem, que seja pra viver”

Escrito por em outubro 29, 2021

Andréia Renosto era esposa, mãe, mulher jovem e profissional quando se deparou com o câncer de mama aos 33 anos

A reportagem da Rádio Solaris entrevistou Andréia Renosto, que descobriu um câncer na mama com 33 anos. O ano era 2017. Andréia, casada, estava com a filha de um ano e meio. Trabalhava e levava a vida normalmente até se deparar com algo incomum. “Um dia me toquei e observei que eu tinha um caroço no seio esquerdo, perto do mamilo. Passados dois meses o seio foi se retraindo e o caroço cada vez ia crescendo mais.”

Ela imediatamente procurou uma ginecologista para investigar o que estava acontecendo. Segundo conta, a médica examinou e pediu uma Ecografia Mamária. “No mesmo dia que eu fiz este exame a doutora já quis vê-lo.” Quando a ginecologista analisou o exame constatou que ela tinha um nódulo de um centímetro e meio que podia ser câncer, o que a deixou assustada. Posteriormente veio a consulta com o Mastologista. “Foi dia 30 de maio de 2017. Esse dia foi o pior da minha vida, foi o dia do diagnóstico do câncer.”

Segundo relata, para sua família foi um baque e a primeira pessoa a saber foi sua mãe. Andréia estava otimista e só pedia a todos uma coisa: Força. “Eu só pensava que queria criar minha filha. Eu nunca pensei em morte, sempre pensei que ia fazer meu tratamento e ia ficar bem pra criá-la e pra ficar junto a minha família. Eu tinha 33 anos e pensava: Eu tenho toda a vida pela frente”.

O tratamento foi iniciado com a quimioterapia, ao todo foram 16 sessões, quatro delas das mais agressivas, chamadas de vermelhas. “Essas foram de matar. Eu passei muito mal, ficava muito debilitada. Eu estava na terceira das quatro quimios vermelhas e aí me deu uma depressão forte, de cair na cama”. Na última ela possuía um cateter e teve trombose no braço. O tratamento teve que ser interrompido por 20 dias e uma medicação para impedir a formação de coágulos precisou ser tomada.

Ela fez o tratamento e tudo deu certo. As quimios puderam ser retomadas. O período depressivo fazia parte dos efeitos colaterais o que também passou. Depois passou ainda por 25 sessões de radioterapia.

No caso de Renosto também foi necessária a retirada de toda a mama, o câncer estava no mamilo e estava sendo puxado para dentro e assim foi se espalhando para a axila. Era um quadro grave e segundo o médico se esperasse mais um mês seria irreversível.

Receber a força da família, de amigos e de pessoas que ela nem conhecia a fizeram seguir em frente. Renosto se diz muito grata primeiramente a Deus, aos médicos que aturam em seu tratamento, a Secretaria de Saúde de Ipê que se deslocavam até a casa de Andréia realizar aplicação de injeções uma vez ao dia referentes ao tratamento, a Unidade Básica de Saúde do Ipê que a auxiliou nos deslocamentos para a realização das radioterapias, a APPCAI e a AAPC de Antônio Prado entidades que a ajudaram durante o processo com peruca, medicamentos, auxílio psicológicos e todo o apoio que necessitou.

Passar pela doença a tornou mais forte e os percalços do processo, como perder os cabelos, em nenhum momento a abalaram. A vontade de estar viva era mais forte. Ela fez todo seu tratamento em Caxias do Sul e era acompanhada pelo cunhado, irmão, marido e muitas vezes por uma conhecida que se tornou uma amiga, Lorena Turane. “ Essa mulher foi um anjo, foi como uma mãe, e por muitas vezes me levava para fazer os procedimentos necessários.”

Hoje Andréia ainda faz uso de remédio e acompanhamento anual. Ao ser questionada como vê tudo o que passou ela ressalta. “Se for pra passar por tudo de novo eu passo, mas que seja pra viver, pra ficar bem”.

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Taís Vargas


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