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“Calculo um prejuízo de 85% com a Bandeira Preta”, diz Francisco Zuppa

Escrito por em abril 11, 2021

Após sete finais de semana sem poder receber clientes, o Restaurante e Salão de Festas Zuppa pôde reabrir neste domingo (11)

A reportagem da Solaris 99.1 FM vem conversando com empreendedores e trabalhadores diretamente afetados pela crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. No sábado (10), após sete finais de semana fechados, foi a vez de restaurantes e salões de festas reabrirem suas portas, a partir das flexibilizações anunciadas pelo Governo na última sexta (9).

Um dos florenses que está aliviado com a mudança é Francisco Zuppa, proprietário do Restaurante e Salão de Festas Zuppa. “Calculo que eu tenha tido um prejuízo de 85% com a Bandeira Preta”, nos conta. Após sete finais de semana sem poder atender ao público por causa das restrições impostas pelo Governo Estadual, o prejuízo é enorme. Restaurantes, lanchonetes e bares, além de outros estabelecimentos similares, que costumam atender grande parte do seu público no sábado e no domingo, foram muito impactados.

O salão está localizado na Estrada Municipal Antônio Soldatelli, em Flores da Cunha, há 24 anos. Inicialmente recebia festas e um baile por mês. Mas, à medida que Zuppa e sua equipe foram fidelizando sua clientela começaram a servir almoços aos domingos. O empreendedor também já perdeu as contas de quantos casamentos, formaturas e aniversários recebeu em seu espaço.

Para tentar driblar a falta de atendimento ao público, Zuppa conta que trabalhou fazendo tele entregas de almoços aos domingos. Porém, as viandas não são autossuficientes para seu negócio. “Aos domingos vinha muita gente almoçar aqui, até mesmo de outras cidades; faz mais de um ano que não vejo muitos clientes”, comenta o dono do salão.

Celebrações de eventos foram diretamente afetadas: “Como tu vai fazer um evento como uma formatura ou um casamento, se às 20h o salão já tem que fechar?!”, desabafa Zuppa. Com a Bandeira Preta vigente, restaurantes e casas de eventos só podem funcionar até esse horário. Ou seja, encontros de amigos, familiares, jantares de empresas ou do Clube de Mães ficam praticamente impossíveis de serem realizados a noite.

Zuppa relembra os bons tempos: “Ainda no final de 2019 trabalhei só fazendo jantares para firmas; com a agenda cheia de eventos”. Por outro lado, desde o início da pandemia não se lembra de ter feito um único encontro de firma, Para piorar, ainda em 2019 investiu em reformas no seu espaço, apostando que 2020 seguiria sendo um bom ano. Porém, foi aí que veio a pandemia e o seu faturamento despencou.

Na opinião do empresário, o certo seria “ou fechar tudo ou não fechar nada”. “Nós não somos os culpados”, é o que ele defende. Assim como o comércio em geral vem sendo prejudicado e utilizando o slogan ‘Somos Todos Essenciais’, Zuppa acredita ser injusto seu salão ter ficado sete finais de semana fechado, enquanto outras empresas puderam trabalhar normalmente.

“Eu tenho que pagar minhas contas e com o salão fechado aos domingos não tinha condição”, conta. Neste domingo (11), depois de quase dois meses parado, o restaurante pôde voltar a receber o público. A expectativa de Zuppa, assim como a de outras famílias que atuam na mesma área, é que as restrições deem uma trégua e que as empresas possam começar a recuperar uma parte do prejuízo.


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