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Bordando histórias: O projeto de preservação de memória em Antônio Prado conquista prêmio nacional

Escrito por em dezembro 7, 2019

Após cinco anos dedicados ao projeto “Tecendo Memórias”, o trabalho da Psicopedagoga Neusa Roveda Stimamiglio, foi reconhecido pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

Esse projeto lhe rendeu reconhecimento no 32º Prêmio Rodrigo Melo Franco.Nesses cinco anos Neusa lançou um livro publicado em dois volumes. O primeiro deles aborda o percurso da pesquisa, como um projeto de bastidores. Já o segundo traz dez histórias da tradição oral da imigração, contadas por moradores antigos de Antônio Prado.


Tecendo Memórias uniu a tradição de contação de histórias dos imigrantes italianos com a do artesanato em bordado, esse mais tarde tornou-se fonte de renda para as mulheres.Obtidas através de entrevistas, com mais de 100 pessoas, as histórias foram transcritas e depois transformadas em conto por Neusa. Os textos foram enviados para Evelyn Postali, que criou uma imagem para cada história.

Os desenhos, por sua vez, chegaram até a bordadeira Luiza Schicora, que elaborou 10 peças que aparecem reproduzidas no livro, além de estarem reunidas em um mural de pano levado a exposições que já chegaram a Caxias do Sul e Santa Maria. Em paralelo, as narrativas ganharam tradução para o dialeto talián (variação do idioma vêneto falado pelos imigrantes italianos) e até versões musicadas por um músico italiano, Pierangelo Tamiozzo.


Neusa viajou na quarta-feira (04) para o Rio de Janeiro, onde recebeu o premio na noite de ontem (05), na sede do Banco do Brasil.
Para Neusa esse é o maior reconhecimento que ela poderia ter. É o fechamento de um percurso de muitos anos, como a celebração de uma colheita. “Foi uma notícia que me emocionou muito, por ter atingido o objetivo de fazer com que essas mulheres, que ficavam anônimas, que não eram reconhecidas ou valorizadas, pudessem ter sua autoria e seu protagonismo reconhecidos como contadoras de histórias que ajudam a construir a identidade desta região”, conclui a psicopedagoga.


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