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Bandeira vermelha na conta de luz aumenta 49,6% a partir desta quarta-feira

Escrito por em setembro 1, 2021

No final de junho, o valor da bandeira vermelha patamar 2 já havia subido 52%

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a criação de uma nova bandeira para a conta de luz que passa a valer nesta quarta-feira (1°). É a chamada bandeira de escassez hídrica. A taxa tem o valor de R$ 14,20 por 100 kWh. O novo valor representa um aumento de 49,6% (ou R$ 4,71) em relação à atual bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 9,49 por 100 kWh), que estava sendo aplicada à conta de luz.

No final de junho, o valor da bandeira vermelha patamar 2 já havia subido 52%. A reportagem da Rádio Solaris conversou com alguns consumidores que demostraram sua indignação ainda com o aumento anterior. Entretanto o novo aumento deve seguir afetando o bolso dos brasileiros até 30 de abril de 2022.

Vale esclarecer que as bandeiras tarifárias são independentes da tarifa de energia, e acrescentadas ao valor da conta dependendo das condições de geração de energia no setor elétrico. Ou seja, se o cenário é favorável, não há acréscimo (bandeira verde). A bandeira amarela indica cenário menos favorável, enquanto as vermelhas (patamar 1 e 2) apontam para condições custosas de geração de energia. A bandeira de emergência hídrica não existia.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a nova taxa provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados.

Para entender melhor, veja o exemplo dado pelo Ministério:

  • Conta de luz em agosto para 100 kWh consumidos: R$ 60 (tarifa média de energia) + R$ 9,49 (bandeira vermelha patamar 2) = R$ 69,49;
  • Conta de luz a partir de 1º de setembro para 100 kWh consumidos: R$ 60 (tarifa média de energia) + R$ 14,20 (bandeira de escassez hídrica) = R$ 74,20;
  • Diferença no total da conta entre agosto e setembro = R$ 4,71, ou 6,78%.

O objetivo das bandeiras tarifárias é remunerar o uso de usinas termelétricas, que têm custo mais alto. As termelétricas estão sendo utilizadas por causa da seca, que diminuiu o reservatório de hidrelétricas e prejudicou a geração de energia. O país vive a pior crise hídrica em 90 anos.


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