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Baixa adesão e polêmica no retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais de Caxias do Sul

Escrito por em outubro 29, 2020

Cpers/Sindicato sinaliza que vai denunciar ao Ministério Público aqueles colégios que voltaram nesta quarta-feira, conforme determinou a 4ª CRE

Após cerca de sete meses distante das salas de aulas devido a pandemia do Covid-19, estudantes do ensino médio puderam retornar ao convívio de colegas e professores nesta quarta-feira nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul, conforme calendário do governo gaúcho, mas o cenário era deserto. Na região da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), apenas nove dos 14 colégios de Caxias do Sul aptos a voltar e mais dois de São Marcos retornaram  presencialmente atendendo as exigências sanitárias em virtude do novo coronavírus, ainda assim timidamente, com pouco movimento de alunos. No total foram em torno de 200 estudantes que retornaram às salas na região, conforme a 4ª CRE.

Boa parte das instituições de ensino segue de portas fechadas por causa da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e onde há expediente, o movimento ficou praticamente restrito a professores e funcionários. Em Caxias do Sul uma das que voltou às atividades foi a Escola Estadual Cristóvão de Mendoza, localizada no bairro Cinquentenário, a maior da região, que retomou pela manhã com apenas 60 estudantes num total de quase seis mil nos três turnos. A volta foi aprovada apenas para aqueles que apresentaram um termo de autorização dos pais com antecedência.

Algumas voltaram, porém com número bem reduzido de alunos como o caso da Evaristo de Antoni, no bairro São José. Com um total de 900 estudantes, aproximadamente, apenas 30 compareceram pela manhã e um à tarde. Na Olga Maria Kaiser, apenas 12 alunos retornaram pela manhã e 20 à tarde. No turno da noite, como não tem funcionário de limpeza, as aulas não voltarão por enquanto, segundo a secretária  Melissa Paganin. “Os pais assinaram um termo de compromisso e a maioria entendeu em não liberar os filhos e continuar com as aulas online”, explica.

Na Escola Santa Catarina, uma das maiores de Caxias com cerca de 1.100 estudantes nos três turnos de ensino médio, as aulas não voltaram. Conforme o diretor Genor Urio, falta cumprir ainda alguns protocolos. “Estamos no aguardo de um técnico para verificar a situação. Que garantia de segurança vou dar para os professores, alunos e funcionários?”, pergunta.

Liminar

A liminar obtida pelo Cpers sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino, fez com que algumas escolas optassem por não voltar às aulas presenciais em Caxias do Sul. Segundo a 4ª CRE, o maior problema para retomar as atividades é a insegurança jurídica. Enquanto o Cpers alega que a medida está em vigor, escolas argumentam que há uma orientação da 4ª CRE autorizando o retorno.

A liminar solicitada pelo Cpers exige vistorias nas instituições por parte do Estado, com apresentação de laudos técnicos para cada uma delas. Uma informação do Cpers/Sindicato desta quinta-feira é que irá denunciar ao Ministério Público (MP) aquelas instituições de ensino que retornaram com os encontros presenciais nesta quarta.

Há previsão que municípios como Antônio Prado, Flores da Cunha, Gramado, Canela, Picada Café e Nova Petrópolis retornem com o Ensino Médio em 3 de novembro. Para o Ensino Fundamental não há previsão.

Flores da Cunha

Em Flores da Cunha, uma das escolas que confirmou a volta para terça-feira (3) é a Frei Caneca. Segundo a diretora Patrícia Pontalti, o horário será das 8h às 11h nas segundas, terça e quintas-feiras. “A prefeitura disponibilizará transporte municipal e somente serão autorizadas à volta presencial os alunos cujos responsáveis assinaram o Termo de Responsabilidade”, afirma. O uso de máscara será obrigatório e respeito aos protocolos e distanciamento social.


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