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“As pessoas com câncer podem ter vida, mesmo com a doença”, diz psicóloga sobre o auxílio a pacientes com câncer de mama

Escrito por em outubro 14, 2020

Luana Dondé foi entrevistada no programa Na Medida nesta quarta-feira (14)

O movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, que leva o nome de Outubro Rosa, foi criado no início da década de 1990. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Conforme a psicóloga Luana Dondé Tochetto Scopel, que trabalha como voluntária na Associação de Amparo às Pessoas com Câncer de Antônio Prado (AAPC), “o paciente que trabalha o emocional pode passar pelo câncer de uma forma mais leve”.

A profissional ressaltou a importância de trabalhar o emocional e verbalizar os sentimentos. O câncer, assim como outras doenças, pode ter, entre suas causas, questões psicossomáticas, geradas a partir da falta de trabalho emocional e da falta de consciência com os sentimentos.

“Precisamos aprender a verbalizar mais nossos males”, reforça a profissional.

Em relação ao trabalho da AAPC, Luana diz que, devido à pandemia, uma série de atividades que tinham como objetivo a arrecadação de valores para custear as atividades acabaram sendo interrompidas. Entre elas, está o jantar, realizado anualmente no mês de outubro, em lembrança à luta contra o câncer de mama.

A Associação oferece trabalho de psicoterapia, deslocamentos para o tratamento da doença, além de medicações e perucas. Com o auxílio de empresas, também são fornecidos alimentos para as famílias onde há um paciente com câncer de mama pois o tratamento acaba também impactando em questões econômicas.

“A AAPC serve como suporte para o paciente e para a família”, comenta Luana, enfatizando a importância do trabalho emocional para o paciente e também no suporte à família.

Os profissionais recebem frequentes retornos dos pacientes sobre os benefícios do tratamento humanizado. Luana cita que, “pessoas que se curaram do câncer permanecem na associação, hoje como voluntários, gerando um processo de ressignificação da doença”.

A psicóloga reforça a importância da consciência corporal para a promoção de saúde, não deixando de cuidar do corpo, se auto conhecendo e auto cuidando.

Lembrando que o câncer de mama, apesar da acometer mais o público feminino, também pode ser diagnosticado em homens. Estudos mostram que a média de idade dos homens acometidos pelo câncer de mama varia de 60 a 70 anos, concluindo que esse tipo de câncer tende a ser diagnosticado em idade mais avançada do que nas mulheres.

Confira a entrevista completa

Fonte: Grupo Solaris – Repórter Luiz Augusto Filipini


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