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Após um ano do primeiro caso e mesmo com grandes investimentos, Rio Grande do Sul vive pior momento da pandemia

Escrito por em março 11, 2021

Número de leitos de UTI aumentou 136% em 12 meses, até março de 2021

Um ano após o anúncio do primeiro caso de Covid-19 no Estado, a Secretaria da Saúde já registrou mais de 700 mil casos da doença e quase 14 mil óbitos causados pelo vírus e suas variações. A equipe técnica da secretaria trabalha desde antes da chegada do vírus em terras gaúchas, para mitigar o efeito no coronavírus no Rio Grande do Sul. Entre as realizações do governo do Estado frente à pandemia de Covid-19, se destaca a ampliação da rede hospitalar em terapia intensiva, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em 137,3%, passando de 933 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulto, em março de 2020, para 2.214 no momento.

Para equipar os novos leitos de UTI que foram abertos, a Secretaria da Saúde comprou e distribuiu aos hospitais públicos gaúchos 230 camas, 230 respiradores e 230 monitores, com investimento de R$ 17 milhões. Está em processo de aquisição, ainda, mais 57 camas, 60 respiradores e 60 monitores, para abrir novos leitos ou equipar os já existentes. Do Ministério da Saúde, o Estado recebeu cerca de mil respiradores, a maior parte do modelo beira-leito, equipamento essencial na assistência de pacientes com Covid-19. Além disso, num esforço da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão junto a empresas privadas parceiras, foi possível realizar o conserto de quase 200 respiradores que estavam avariados em diversos hospitais.

Ainda para garantir o acesso dos gaúchos à assistência hospitalar, o governo do Estado não esperou os trâmites burocráticos do Ministério da Saúde para colocar os novos leitos em funcionamento, fazendo o pagamento das diárias de UTI aos hospitais, de acordo com a tabela de valores do SUS, com recursos próprios do Tesouro do Estado. Desde o início da pandemia, já foram utilizados R$ 12 milhões em recursos do Tesouro do Estado para o custeio de leitos de UTI Covid adulto disponibilizados pelos hospitais e não habilitados pelo Ministério da Saúde. Esse valor foi distribuído para 146 leitos hospitalares. Agora, mais 216 leitos deste tipo serão custeados pelo Estado.

Em relação a repasses financeiros, a Secretaria da Saúde investiu, desde abril de 2020, cerca de R$ 53,1 milhões para o combate à pandemia, somando emendas parlamentares estaduais e auxílio complementar aos municípios. Do governo federal, foram repassados R$ 532,6 milhões em equipamentos de proteção individual (EPIs), insumos para testes diagnóstico, custeio de leitos hospitalares, verbas oriundas de emendas parlamentares federais e outras ações. Em junho e julho do último ano, o governo federal destinou mais R$ 115,6 milhões para auxílio emergencial para santas casas e hospitais filantrópicos gaúchos.

Testes

Foram realizados, neste período de um ano, 2,7 milhões de testes para a Covid-19 no Rio Grande do Sul, nas redes pública e privada. Desses, 1,1 milhão foram testes de biologia molecular (RT-PCR), 1,3 milhão em testes rápidos e 32 mil em outros testes. Por meio do programa Testar RS, o Estado ampliou o fluxo de testagens, com amostras sendo enviadas para laboratórios parceiros no interior e fora do Estado.

Foram distribuídos 25.992.266 EPIs. Cerca de 13 milhões, recebidos do Ministério da Saúde, e o restante foi adquirido pela própria SES e provenientes de doações. Os EPIs são compostos por máscaras cirúrgicas, luvas, aventais, toucas, face shields e outros itens distribuídos em hospitais públicos, municípios e para outros serviços de saúde da rede pública do Estado.

Transparência

A Secretaria da Saúde atuou fortemente na vigilância da doença no território gaúcho, dando transparência aos números da pandemia através de painéis digitais que acompanham casos e óbitos, ocupação da rede hospitalar e distribuição de EPIs. Foi aberto ainda um cadastro de profissionais de saúde para suprir demanda por recursos humanos na assistência à saúde da população, tanto por contrato como voluntariado. Outra ação foi a compra e distribuição excepcional de medicamentos para intubação mecânica de pacientes, que não faz parte da rotina da assistência farmacêutica do Estado.

Fonte: Governo do RS


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