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Após reabertura, comércio caxiense sofre com baixo movimento

Escrito por em abril 24, 2020

Esta sexta-feira completa uma semana que as lojas reabriram suas portas, mas vendas tem queda de até 50%

Esta sexta-feira, dia 24, completa uma semana que o comércio de Caxias do Sul reabriu as portas, com restrições, mas o que se percebe é que os lojistas ainda sofrem com o baixo movimento. Desde o dia 20 de março, a maioria dos estabelecimentos estava fechado por decreto estadual– apenas serviços essenciais estavam funcionando – devido a pandemia do novo coronavírus, mas o governo estadual flexibilizou a reabertura para a região. A expectativa é que o fluxo aumentasse e a economia girasse, mas o que se vê nas ruas e nas lojas, é de baixa procura, inclusive nos shoppings que reabriram na segunda-feira, porém não na sua totalidade.

O Sindicato do Comércio Varejista de Caxias do Sul (Sindilojas) acreditava que a retomada no setor fosse de 60%, mas a volta está abaixo do esperado. “Estamos retornando em um “novo normal ” isso quer dizer que do nosso 100% de cliente antes da pandemia, esperávamos uma volta com 60%, mas, com o agravante de o cliente não poder provar o produto, estamos vendendo 30% apenas, ou seja, menos de 1/3 do previsto”, calcula Idalice Manchine, presidente do Sindilojas. O Sindicato projeta que 6% dos estabelecimentos devem encerrar as atividades por conta da crise da Covid-19 em Caxias do Sul.

O setor ainda reclama de agravantes, como a impossibilidade de prova de artigos de vestuário e do ramo calçadista nos estabelecimentos. O Sindilojas e outras entidades representativas da matriz já preparam articulação para pedir que as medidas de prevenção sejam revistas. As dificuldades já estariam causando demissões, por mais que parte do segmento esteja adotando medidas como a suspensão do trabalho de parte do quadro de funcionários.

Incerteza

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul, através de seu Vice Presidente de Comunicação e Marketing, comenta que o baixo movimento já era imaginado. Micael Canuto explica que as incertezas do momento afastam a clientela, prevendo que o quadro vai seguir até a estabilização da crise do coronavírus. “A estimativa é de queda de público e os associados relatam um volume de compradores entre 20% e 30% do regular para a época”, destaca.Entre as restrições impostas também pela Prefeitura Municipal está o uso obrigatório de máscaras por parte dos proprietários e clientes.

Em alguns estabelecimentos visitados pela reportagem da Rádio Solaris 99.1 FM , as regras não foram cumpridas. Outras sim, como o caso de uma loja de confecção situada no bairro Rio Branco há 36 anos. O gerente José Maurineu Alves diz que a loja deixou de faturar em torno de R$ 100 mil enquanto esteve parada. “Estamos vendendo praticamente 100% é de tecido para máscaras, mas o movimento é pequeno. Para recuperar as perdas ainda vai levar mais uns três meses, acredito. Só espero não ter que fechar de novo”, comenta.

Já o gerente de uma loja de colchões, Omar Moraes, estima uma queda de 50% nas vendas, mas ficou surpreso com o movimento no primeiro dia que reabriu. “Ainda conseguimos prorrogar o pagamento com nossos fornecedores por mais 30 dias e só também. Situação tá bem complicada”, lamenta.

Para Ricardo Casal, gerente de loja, os consumidores não estão com medo de gastar. “Depois de um mês fechado, vejo que o povo tá querendo comprar, mas a queda na nossa loja vai ficar em 40% de prejuízo. Para recuperar só por outubro”, projeta.

Uso de máscara nas lojas é obrigatório

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