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Após propor retorno em 31 de agosto, Governo do Estado discutirá volta das aulas presenciais em setembro

Escrito por em agosto 25, 2020

Governador Eduardo Leite esteve reunido com entidades regionais na manhã desta terça-feira (25)

Após divulgar uma proposta de retorno das aulas de forma escalonada, que iniciaria na próxima segunda-feira (31) para estudantes do Ensino Infantil, o governo gaúcho adotará novas propostas. A ideia contemplava ainda, até o início de outubro, o retorno das atividades presenciais para todos os níveis de ensino.

Porém, após negativa da maioria dos prefeitos, o Governo do Estado voltou atrás e discutirá novas datas para o retorno. Isso ocorreu após reunião por videoconferência na manhã desta terça-feira (25), envolvendo o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen e representantes de entidades regionais – a Serra Gaúcha foi representada por José Carlos Breda, presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior Nordeste (Amesne).

As novas datas previstas para o retorno das aulas presenciais devem ser no mês de setembro. Porém, a proposta deve ser elaborada e apresentada pelo governo ainda nesta semana.

No Rio Grande do Sul, as aulas de forma presencial estão suspensas desde 19 de março, devido à pandemia da Covid-19.

Em pesquisa realizada pela Famurs com 418 prefeitos do estado, 94% deles foram contrários ao retorno das atividades presenciais a partir de 31 de agosto. A maioria dos prefeitos gaúchos também discorda que o retorno deva ser feito pela Educação Infantil.

O levantamento aponta que 57% dos prefeitos entendem que o retorno deva iniciar pelo Ensino Superior; 16% pelo Ensino Médio e Técnico; 15% pelos anos finais do Ensino Fundamental; e 3% pelos anos iniciais. Apenas 6% concordam que o retorno das aulas comece pelos alunos de 0 a 5 anos. Os gestores também defendem que a educação pública e a privada devam voltar ao mesmo tempo (86%).

Como justificativa para a rejeição da proposta, os prefeitos elencaram como principais problemas para o retorno das aulas  o risco de contaminação de alunos e servidores públicos (92%); o cumprimento dos protocolos de saúde no transporte escolar (53%); falta de professores e a impossibilidade de contratar servidores devido ao período eleitoral (44%); falta de equipamentos de proteção individual, os EPIs (32%); e elevado número de casos de covidd-19 no município (29%).

Fonte: Grupo Solaris


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