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Antônio Prado: Homem vive na miséria em meio a mata

Escrito por em maio 18, 2020

Separado da mulher Derli não teve outra opção se não armar uma barraca

Derli Duarte, 39 anos, separado, pai de dois filhos, de 13 e 14 anos, residente Av. Dos Imigrantes, Centro de Antônio Prado.

Engana-se quem pensa que Duarte e os filhos residem em uma casa com água, luz e esgoto, no centro da cidade.

O endereço é esse mesmo, porém não existe casa no local e sim uma mata à beira do Rio Leão, próximo à antiga Cantina Triângulo.

Separado da mulher há dois anos, Derli não teve outra opção se não armar uma barraca com lonas plástica, e se instalar no local. “A gente tinha um barraco na Rua Dr. Guerra, perto do mato, a prefeitura construiu uma casa, mas antes de ficar pronta eu me separei e deixei para a mulher e os filhos”, revela.

Para se manter e pagar pensão aos filhos faz pequenos biscates como roçadas e servente de pedreiro. Atualmente Duarte não está trabalhando e culpa a pandemia, que causou medo as pessoas, pela falta de serviço.

Questionado sobre ações da prefeitura, Duarte disse que a Assistência Social esteve duas vezes no local e a Secretaria da Saúde lhe entregou máscara e álcool em gel. Para higiene pessoal e lavar roupas busca baldes de água em fontes próximas e conta com ajuda de vizinhos. “quando não tinha seca a água do rio era mais limpa, dai eu usava lá”. Às necessidades básicas faz em meio à mata. Do lado de fora da lona possui um velho fogão a lenha que utiliza para cozinhar, busca lenha no mato e recolhe pedaços que o rio traz. Além do fogão, ao lado de fora tem duas cadeiras plásticas e um velho sofá.

No interior da moradia de chão batido, lastros de uma cama de solteiro sobre quatro pedras, outro sofá, que serve para deixar as roupas sobre ele, restos de um velho balcão e uma tábua fixada sobre escoras que serve de prateleira para guardar os alimentos em uma caixa plástica.

Derli Duarte conta que possuía um barraco um pouco melhor que o atual, porém foi incendiado. Não sabe precisar quanto tempo faz e também desconhece os motivos e a autoria.

Em contato com a Assistência Social do município, Secretária Josiane Agustini Manica, questionamos o que foi feito e o que está sendo feito para o caso.

Na tarde desta segunda-feira (18) recebemos a resposta da Secretária, confira:

Em atenção a tua solicitação, informo que resguardando a identidade dos indivíduos, a equipe técnica de referência da Secretaria de Habitação e Assistência Social de nosso município possui juntamente com a Secretaria Municipal da Saúde  ações voltadas à orientação, encaminhamentos, acesso aos benefícios socioassistenciais e responsabilização de familiares para devidos cuidados e tratamentos.

Jornalista Ronei Marcilio


Opnião dos Leitores
  1. Claudio Antônio Santos   Em   maio 18, 2020 em 5:00 pm

    É muito triste, não é nem pobreza, condição sub-humana, até bichos tem tratamento melhor. Acho que ele precisa de tão pouco, que uma corrente de ajuda poderia ser feita. Parabéns pela matéria!!

  2. derlielizrayssa@gmail.com   Em   maio 27, 2020 em 1:07 pm

    Que mentira esse baraco quem construiu foi outras pessoas foi o Beto Tocha e o claumir enze esse não é o verdadeiro dono isso daí é mentira

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