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Antônio Prado e sua história; Estrada Júlio de Castilhos

Escrito por em fevereiro 7, 2020

Foi construída quase exclusivamente por imigrantes poloneses, com picareta e pá

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No final do século XVIII início do século XX, o Governo do Estado, por motivos econômicos e estratégicos, resolveu abrir uma estrada ligando Nova Vicenza (Farroupilha) aos campos de Vacaria. A atual ERS 437 passava pelo distrito de Nova Roma, Nova Treviso, Antônio Prado, São Luís (Ipê) e conectava a região com a ferrovia em construção em Porto Alegre e Caxias.

A estrada, que foi batizada de com o nome de Júlio de Castilhos, foi construída quase exclusivamente por imigrantes poloneses, com picareta e pá.

O governo estadual e municipal, após a inauguração, prosseguiu com os trabalhos de alargamento.

Em 1910 foi construída a primeira balsa, utilizada para cruzar o rio das Antas entre Farroupilha e Nova Roma. Essa balsa operou até outubro de 1930, quando, 200 metros acima, foi inaugurada a ponte metálica, que existe até hoje.

Depois de promessas de asfaltamento feitas pelo governador Sinval Guazeli, que governou o estado entre 1974 e 1978 a rodovia continua até os dias atuais vivendo de “promessas de asfalto”.

O trecho da estrada entre Castro Alves e Antônio Prado, mesmo após inúmeras reformas, apresenta numerosas curvas perigosas, que causaram acidentes fatais.

Entre eles o que ocorreu em 12 de agosto de 1958, com um ônibus da empresa Mandelli. O coletivo transportava um grupo de pessoas que retornavam de um retiro espiritual no Santuário de Caravaggio, ocasionando a morte de várias pessoas. Outro acidente, em 04 de junho de 1961, próximo a Nova Treviso, tirou a vida da senhora Elvira Piola Caon, esposa do professor Giocondo Caon, que era filho do ex-prefeito Domingos Caon.

Em 01 de julho de 1972, na Linha Trajano, um caminhão dirigido por Otávio Basso, derrapou numa curva, vindo a cair em um barranco. Nesse acidente morreram os gaiteiros Armindo Scapinelli e Germano Camatti.

Em 09 de junho de 1972, uma carreta carregada de produtos do Frigorifico Pradense, derrapou em uma curva, próximo ao Borgo Forte, rolando ribanceira abaixo.

Em 2017, O governo do Estado José Ivo Sartori autorizou a pavimentação de 14 quilômetros no entroncamento das rodovias ERS-437 e ERS-448, entre Antônio Prado e Nova Roma do Sul. Aguardada há décadas pela comunidade da região Nordeste, a obra deveria beneficiar o escoamento da produção agrícola, com acesso para o centro do país, e estimular o turismo regional. Foram mais de R$ 14,1 milhões em recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), da Receita Federal, e do Tesouro do Estado.

A pavimentação deveria ficar pronta em outubro de 2019, já que o prazo do contrato tinha vigência de 24 meses para os serviços.

Após a saída do governador José Ivo Sartori, que foi derrotado nas eleições de 2018, assumiu o comando do estado o governador Eduardo Leite. Esse até mostrou interesse na obra, porem nada mais relevante do que a pré-base foi feito, continuando a estrada em péssimas condições de trafegabilidade.

Acervo Nilo Bortoloto, do Livro Antônio Prado e sua História – Fidélis Dalcin Barbosa

Pesquisa e Redação Jornalista Ronei Marcilio – Grupo Solaris de Comunicação


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