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Antônio Prado 121 anos: Ponte Passo do Zeferino

Escrito por em fevereiro 15, 2020

Antes da ponte o transporte era feito via balsa

O histórico Passo do Zeferino, que surgiu após a abertura do Passo do Simão, foi criado por iniciativa particular dos imigrantes, que penetraram no atual território pradense em fins do século XIX. O primeiro balseiro encarregado do transporte era um imigrante italiano de nome Zeferino, surgindo assim o Passo do Zeferino.

Motivado pelo movimento dos moradores para a construção de um acesso, o Intendente Inocêncio de Matos Miller mandou abrir uma estrada para o Passo do Zeferino, a atual ERS 122, a qual em poucos anos substituía a do Passo do Simão. A nova estrada tornou-se a via principal entre Antônio Prado e Caxias, servindo ainda todos os municípios do nordeste gaúcho.

Como dito anteriormente, a travessia era feita por balsa, onde era cobrado pedágio para sua manutenção. O único porem era que, nos períodos de muita chuva o rio não dava passagem, ficando muitas vezes o tráfego interrompido por semanas e até por um mês inteiro.

Por vezes aconteciam acidentes, como o do dia 12 de julho de 1952, quando um caminhão de propriedade de Venâncio Mussato, de Vila Segredo, caiu no rio. No infortúnio morreu sua esposa Margarida. Dois outros passageiros foram salvos pelo balseiro.

A ideia da construção da ponte continuou. Todos os Intendentes e prefeitos lutavam em prol da mesma. Durante o governo de Leonel Brizola, toda a imprensa trazia manchetes anunciando estar próxima a construção da ponte. O próprio Brizola declarou em entrevista a um jornal regional que, se na sua administração não construísse a ponte consideraria fracassado seu governo.

A pedra fundamental da ponte, com a presença de autoridades locais e estaduais, foi lançada em 20 de abril de 1958.

Entretanto não seria desta vez que sairia do papel. As obras não foram iniciadas e a pedra fundamental, no lado de Antônio Prado, ficou abandonada.

Decorridos sete anos, durante o Governo de Ildo Meneghetti, a construção foi iniciada, cerca de 100 metros acima.

Com o Estado em sérias dificuldades financeiras, o empresário e líder político Valdomiro Bocchese tomou a dianteira, avalizou a construção da ponte e forneceu material para pagamento futuro. Também hospedou em sua residência parte da equipe técnica durante a construção.

Por esse relevante feito, em 2007 foi aprovação da lei 12.859/07, de autoria do então Deputado Estadual, Francisco Appio (PP), alterando o nome para Ponte Valdomiro Bocchese, devido ao empenho do empresário em ligar o município a Flores da Cunha e conseguintemente a capital do estado.

Para a população de Antônio Prado, o dia 2 de junho de 1968 pôs fim a uma reivindicação de mais de seis décadas, era inaugurada a Ponte Passo do Zeferino, na ERS-122 entre o município e Flores da Cunha.

Para a inauguração o programa incluiu a recepção ao governador do Estado, Walter Peracchi Barcelos, pela comitiva do prefeito de Antônio Prado, Luiz Baggio.

Após a missa solene celebrada pelo bispo diocesano Dom Benedito Zorzi na Praça Garibaldi, o grupo participou de um almoço na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. A inauguração oficial só aconteceu à tarde, quando a obra foi entregue por Peracchi Barcellos e abençoada pelo bispo de Vacaria, Dom Henrique Gelain.

Livro Antônio Prado e Sua História- autor Fidélis Dalcin Barbosa

Arquivo pessoal Nilo Bortoloto

Pesquisa e Redação Jornalista Ronei Marcilio – Grupo Solaris de Comunicação

Imagens/Redes Sociais


Opnião dos Leitores
  1. Marcos Antonio Mussatto   Em   fevereiro 16, 2020 em 2:13 pm

    Na verdade o acidente de 1952, como relatado acima, vitimou somente a Dona Margarida Vazatta Mussatto, o meu avô Venâncio Mussatto viveu muito tempo ainda, e faleceu em 13.06.1983, de outras complicações e não de acidente. Ele continuo sua vida em Vila Segrêdo até sua morte.

  2. Mara Antonieta Mussatto   Em   fevereiro 16, 2020 em 3:32 pm

    Olá! Boa tarde! Ao ler o texto sobre a Ponte, me deparei com o acontecido, em tempo de balsa, e quero fazer uma correção. A data em que ocorreu o acidente foi no dia 11 de junho de 1952, onde morreu Margarida Vazatta Mussatto. É foi encontrada no dia 13. Venâncio não morreu no acidente e sim no dia 13 de junho de 1985. Estou escrevendo isso, de cunho verdadeiro, pois eram meus avós. Lembrança triste mas real. Obrigado!

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