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Aeroporto Regional de Vila Oliva traz preocupações com solo, erosão e contaminação por produtos químicos

Escrito por em setembro 16, 2020

É o que aponta o estudo da Fepam apresentado em audiência pública virtual nesta terça-feira

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) promoveu na noite desta terça-feira (15) a audiência pública com o objetivo de apresentar à população o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, de Caxias do Sul, que será construído no distrito de Vila Oliva. Em função da pandemia, o encontro aconteceu de forma virtual.

No site da prefeitura também estão disponíveis os documentos para consulta sobre o que foi apresentado. O material pode ser baixado após o preenchimento de um formulário. Dúvidas e apontamentos em relação aos impactos ambientais do projeto serão aceitos até o dia 22 de setembro. Conforme a Fepam, a instalação e a operação do terminal são viáveis ambientalmente, mas há preocupações, segundo os técnicos.

Entre elas,  o aumento na taxa de impermeabilização do solo, alteração na dinâmica hídrica; indução de processos erosivos e assoreamento dos corpos de água, aumento da emissão de ruídos, contaminação por hidrocarboneto e outros produtos químicos, supressão vegetal, risco de colisão entre fauna e aeronaves, alteração na rotina das comunidades locais e descontinuamento viário.

A área desapropriada que receberá o Aeroporto Regional da Serra Gaúcha compreende 445 hectares, e está localizada na localidade de Tabela, em Vila Oliva. Dos R$ 30 milhões provenientes de financiamento com a Caixa, R$ 20,6 milhões são referentes às indenizações, e o restante voltado para investimentos em obras viárias e de infraestrutura, principalmente, no entorno de onde estará localizado o empreendimento. O orçamento estimado para a construção do aeroporto é de R$ 200 milhões e o recurso será proveniente do Fundo Nacional da Aviação Civil.

O aeródromo, que será construído nos próximos anos como forma de desafogar a chegada de voos no Aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre e se tornar uma opção para quem vai à Serra, terá capacidade de operação para Boeing 737, terminal de passageiros de 4,7 mil m² e 500 vagas, pátio com 26 mil m², pista com 1,9 quilômetros de comprimento e 45 de largura, podendo receber oito aeronaves simultaneamente.

Os estudos do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha tiveram início em abril de 2014, quando o Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, em Caxias, foi declarado inviável para expansão.

Foto: Andréia Copini/Ass.Imprensa Prefeit.

Prefeito de Caxias do Sul, Flávio Cassina acompanhou audiência no Centro Administrativo

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