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A partir de 2024, ENEM terá questões discursivas e 2ª etapa focada apenas na área de conhecimento escolhida pelo aluno

Escrito por em março 18, 2022

Exame se adequa ao novo modelo do ensino médio, que já entra em vigência neste ano de 2022

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a partir de 2024, terá mudanças na sua aplicação. De acordo com a decisão, o aluno poderá escolher uma dentre as quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. 

As alterações devem ser feitas após o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo sistema de inscrições e pela aplicação da prova, definir as matrizes que permitam as mudanças graduais necessárias até a totalização da implementação, em 2024.

Só em 2021, quase 100 mil alunos realizaram as provas do ENEM. O exame avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação regular. Com quase duas décadas de existência, tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior brasileira, com acesso, sobretudo, ao Fies (Financiamento Estudantil) e ao ProUni (Programa Universidade para todos). Além disso, muitos estudantes conseguem o acesso em universidades no exterior com a nota no ENEM. Só em 2018, o crescimento de jovens buscando graduação internacional foi 38% maior que 2017, de acordo com a BELTA (Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio).

Mas por que o ENEM mudou e como essa mudança pode ser benéfica?!

As diretrizes do exame vão ao encontro do novo modelo do ensino médio, cuja implementação começa neste ano, em 2022. A nova legislação prevê uma flexibilização curricular em que os estudantes possam escolher uma área do conhecimento para se aprofundar, devendo ocupar 40% do total de horas do Ensino Médio, fazendo com que o CNE(Conselho Nacional de Educação) adaptasse o ENEM com esse novo modelo.

No novo ENEM, os candidatos seguem a mesma disposição por áreas: farão uma prova de formação básica geral no primeiro dia, alinhada a conteúdos da Base Nacional e com caráter mais interpretativa, e uma outra etapa para avaliar itinerários formativos.

E como vai ficar a prova de língua estrangeira?

No Parecer, o que antes tinha Inglês e Espanhol como opções de escolha dos alunos, agora somente o inglês se manteve, o que se instaura, de forma mais assertiva, a necessidade do ensino anglófono, principalmente para os alunos que desejam ingressar no ensino superior.

Para o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), diante da pandemia e da quantidade de alunos que tiveram o ensino impactado, sobretudo para os de classes mais baixas, o idioma deve ser integrado de maneira interdisciplinar, não somente como uma prova separada.


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