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“A gente nunca sabe como vai ser o desfecho da história”, conta paciente recuperada do coronavírus

Escrito por em maio 1, 2020

A moradora de Flores da Cunha, Artemisa Bebber Toscan, recebeu nesta semana o diagnóstico de que estava curada da Covid-19. Ela concedeu entrevista exclusiva à Solaris FM 99.1

Vitoriosa. É assim que Artemisa Bebber Toscan, 25 anos, se considera. E ela realmente é. Artemisa é técnica de enfermagem em um hospital de Caxias do Sul e contraiu o novo coronavírus (Covid-19). O desfecho da história foi positivo, pois a jovem recebeu nesta semana a excelente notícia de que estava recuperada, depois de permanecer em isolamento domiciliar por mais de 15 dias.

Depois de ter o diagnóstico da cura, Artemisa aceitou conceder entrevista à Solaris FM 99.1. A paciente é moradora de Flores da Cunha e foi até esta sexta-feira, dia 1º, a única pessoa a ter testado positivo para a Covid-19 na cidade. Na conversa por telefone com a nossa reportagem, (ouça abaixo) ela contou detalhes de como enfrentou a doença que já matou mais de 6,3 mil brasileiros.

Artemisa disse que os sintomas como tosse, suor, dores no corpo e calafrios, iniciaram em um final de semana no começo de abril. “Quando procurei o primeiro atendimento, foi descartada qualquer possibilidade e fui tratada por uns dois dias como resfriado. Os sintomas são muito parecidos, então fica difícil num primeiro momento de ser diagnosticado”, disse.

“Na segunda-feira, quando eu retornaria pro meu trabalho, eu passei pelo médico do trabalho. Foi quando me pediu para eu realizar o teste do Covid”. Um dia antes de receber o resultado positivo, a jovem contou que começou a sentir falta de ar. “Eu achava que eu tivesse uma crise de ansiedade”, confessou.

Quando chegou a resposta do teste, a jovem foi orientada a procurar atendimento médico. Toscan disse que só então realizou exames laboratoriais e do pulmão. “Como ocorreu tudo bem, eu fui liberada para fazer o atendimento em casa. O tratamento que eu digo é repouso, que tivesse uma boa alimentação, me hidratasse bastante pra não precisasse ficar internada”, afirma.

“Num primeiro momento eu não achava que fosse positivar. Porque como os sintomas ainda eram leves, eu realmente achava que estivesse só com um resfriado. Mas quando eu recebi o resultado, em casa, eu fiquei um pouco abalada sim. Até por questão de tanta coisa que a gente vê na TV”, contou Artemisa durante a entrevista.

Por estar na “linha de frente” de combate ao vírus, a agora curada conta que “eu presencio isso no dia a dia. A gente fica com muito medo, eu tive uma sensação assim, apreensiva. Pois eu não sabia o desfecho de tudo isso, como ia ser, qual ia ser a minha evolução” [em relação ao tratamento da Covid-19].

Artemisa disse que depois que ficou sabendo que seu quadro de saúde era estável, manteve a calma. “Sempre pensamento positivo, consegui lidar de maneira controlada”, contou. “Eu como jovem, a probabilidade de me curar mais fácil, era grande. Mas a gente sabe que para pessoas com mais idade, com mais comorbidades, fica uma pouquinho mais difícil, mas não é impossível de se curar. A gente vê muito isso, presencia no dia a dia”, completou ela.

Sobre seu trabalho e relacionamento com colegas no hospital, a jovem contou que “todo mundo lá ficou com muito medo no início, quando descobriram que eu estaria positivada. Eu recebia mensagens diárias. Tive um apoio muito grande”. Sobre o retorno às atividades, Toscan disse “a hora que eu voltei, ficou todo mundo muito feliz”.

Por ter respeitado todas as determinações médicas, ter obedecido o isolamento social e ter um quadro estável de saúde, Artemisa foi considerada recuperada. Depois do 14º dia, (quando se encerra o período de encubação da doença), como não tem mais contágio, ela pôde retornar ao trabalho.

Sobre estar novamente dedicando seu tempo ao cuidado com os pacientes na instituição de saúde a enfermeira curada diz que “como eu já passei por toda essa situação, fica um pouco mais fácil, eu acredito, de lidar com isso. Porque a gente sabe que nem todos os casos vão ser graves, nem todo mundo vai precisar de um tratamento mais intensivo”, afirma.

“Eu posso dizer que estou 90% curada sim, ainda tenho um pouquinho de tosse, ainda não voltou meu paladar, mas isso é uma consequência. Demora mais que os 14 dias para voltar ao normal, cada organismo vai agir de uma maneira”, contou Artemisa sobre seu atual estado. “Não é difícil de passar por essa situação, é só manter todos os cuidados possíveis”, afirma a paciente.

Ouça a entrevista concedida à Solaris FM 99.1, por Artemisa Bebber Toscan, moradora de Flores da Cunha curada do Coronavírus
Artemisa Bebber Toscan. Foto: Divulgação

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