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Antônio Prado 30 anos de tombamento: Favoráveis e contrários se manifestam

Escrito por em agosto 17, 2020

Antônio Prado tem 47 edificações conservadas e tombadas pelo IPHAN

Em 17 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A celebração acontece nessa data porque, no ano de 1898, nasceu o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o jornalista Rodrigo Melo Franco de Andrade.

A data passou a ser celebrada em 1998, ano em que ele completaria seu centésimo aniversário.

Estima-se que no Brasil o IPHAN já tenha tombou 16 mil edifícios, 50 centros urbanos e cinco mil sítios arqueológicos brasileiros. Dono de um acervo monumental, o instituto tem mais de um milhão de objetos catalogados, entre livros, arquivos, registros fotográficos e audiovisuais.

Antônio Prado, colônia fundada em 1886, reúne 47 edificações de valor cultural, que ainda estão conservadas, tombadas pelo IPHAN em 1990. São exemplares de arquitetura popular, a maioria sendo grandes casarões em alvenaria e madeira, ornamentados com lambrequins, localizados ao redor da Praça Garibaldi e ao longo da avenida principal.

A cidade se divide em favoráveis e contrários ao tombamento. Alguns proprietários se orgulham dos seus imóveis e de ainda residirem neles.

Esse é o caso da família Carra, que através do filho Cristhian, enviou a redação seu parecer e opinião sobre o assunto.

Inicialmente, cumpre destacar o artigo 1º do Decreto-Lei 25-1937, que trata sobre o tombamento, e dispõe que o patrimônio artístico nacional é constituído pelo conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

Assim, o tombamento é a intervenção estatal restritiva que tem por objetivo proteger o patrimônio cultural brasileiro. Nesse sentido, podemos afirmar que a propriedade tombada, casa Pastore Carlo, construída entre 1930 e 1931, é motivo de orgulho para nós, eis que somos uma das famílias responsáveis por conservar o mais significativo acervo arquitetônico e urbanístico da cultura de imigração italiana no Brasil.

Essa tarefa está sendo feita com zelo e esmero por nossa família, pois acreditamos que, além da preservação da arquitetura histórica, com a conservação da casa, há também a manutenção da nossa identidade cultural, isto é, de um patrimônio imaterial deixado por nossos imigrantes que nos antecederam, de forma que é gerada a sensação de pertencimento ao local em que vivemos.

Diante do exposto, é um privilégio sermos proprietários de uma casa que foi palco de tantas histórias vividas por imigrantes italianos e, após, por nossa família. Afinal, a história é inerente a nós, seres humanos, e devemos buscar preservá-la para as gerações futuras.

Por fim, deixamos uma dedicatória especial aos precursores desse legado pujante, o nono Ernesto Carra, in memoriam, e Guilherme Carra, in memoriam.

Cecilia Inês Favero Carra, Cristhian Carra e Ana Cristina Farero Carra.

Outros pradense que se posiciona veementemente contra ao tombamento, o que chamam de “atraso para a cidade” é Airton Pontel.

Confira abaixo sua opinião:

A pergunta a ser feita não é exatamente se você é ou não é a favor; diga-se de passagem uma pergunta medíocre. As perguntas a serem feitas são:

– Quem ” ganhou ” e quem perdeu com o tombamento?   

– Quanto tempo ainda será necessário para se desmontar uma mentira?

– Durante 30 longos anos, não bastam?

– Até quando o município (representado pelos pagadores de impostos estes a beira do furto) continuará a jogar dinheiro no lixo do Turismo local?

– Pergunte-se ao partido responsável pelo mesmo, quanto tempo ainda levarão para que expliquem o tamanho da estupidez criada?

– Por que não se pronunciam, teriam que mentir?

– Numa visão de cenário, quem são os “turistas” que hipoteticamente nos poderiam ser úteis e, com que fundos econômicos?

– Até quando teremos que carregar as costas todo esse ” patrimônio “?

– Até quando faremos uso deste ” cheque especial ” sem que o credor se dê conta de que o saldo não existe mais, e que o devedor não tem as mínimas condições de saldar seu débito?

Enfim são perguntas históricas em que as respostas são de difícil ” acesso” e que custam caro, mas que encontram algum fundo nas palavras do ex-presidente francês Charles de Gol, disse ele: ” como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele “


Opnião dos Leitores
  1. Pradense   Em   agosto 17, 2020 em 5:11 pm

    Charles do Gol? DO GOL? Pelo nível dos comentários do cidadão Airton, se nota sua indiscutível ignorância! By the way, o nome do general presidente francês é Charles de Gaulle

    • Airton Pontel   Em   agosto 22, 2020 em 5:46 pm

      Quero lhe pedir sinceras desculpas pelo erro Crasso que cometi em não ter percebido o que meu servo computador digita para mim oriundo das milhas palavras, em suma eu falo ele escreve. A pronúncia que foi “entendida” pela máquina foi correta. Quanto a minha indiscutível ignorância digo que passei por disciplina de francês nos meus tempos áureos, gostaria imensamente de lhe cantar uma musiquinha em francês é claro que aprendi do Irmão PEDRO meu mestre de francês, o nome da referida: Quando os gansos vão ao campo. Sei até hoje canta-la de cor e salteada. Pelo que observo sua intelectualidade é deveras muito significativa o que lhe permite a passar a régua de modo severo a quem não se conhece. O ex-candidato à presidência Dr Éneas Carneiro também me representaria, intelectual de nível que era, não teria tido sucesso numa república de ignorantes. Mais uma vez minhas desculpas.

  2. Anton Bresson Lindenberg   Em   agosto 17, 2020 em 11:13 pm

    Parabéns Dr Cristhian Carra colocaste a melhor ideia que poderíamos esperar de um perfeito cidadão pradense. Minha admiração por essa cidade é imensa.
    Pena que alguns moradores marquem um GOL contra. Abraços e mantenham seu patrimônio e sua cultura.

  3. Anton Bresson Lindenberg   Em   agosto 18, 2020 em 12:35 am

    Cantina Cesa: um certo senhor investidor destruiu um patrimônio da cidade num sábado pela manhã para o qual havia um projeto e verba destinada por dois bancos de grande porte, Bradesco e Santander a fim de montar uma casa de cultura, um parque com área de lazer anexa para os pradenses de todas as idades. o que aconteceu? Um prédio de “apertamentos” foi construído e terrenos sem destino certo viraram um entrave à cidade. Parece que uma maldição começou a ser sentida por essa família… Olhem o que está acontecendo: Nostra Cantina, Hotel Piemonte, Posto Scapinelli fora outros empreendimentos solapados pela devassa da quebra. Cuidar da história e do patrimônio é cuidar da alma.
    PS.: Podem não publicar este meu comentário mas essa é a verdade.

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