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30 de Junho, dia do Caminhoneiro. Homenagem a Mulher Caminhoneira

Escrito por em junho 30, 2021

A nossa entrevistada é a caminhoneira Josiane Brezolin Carraro,33 anos

Dia 30 de junho é dia dos caminhoneiros, trabalhar em uma profissão que até pouco tempo atrás era predominantemente masculina é um desafio para as mulheres?

Atualmente há muitas mulheres trabalhando como motoristas de caminhão. Empresas transportadoras já têm, inclusive, aberto as portas para essas guerreiras. 

Não levando em consideração o gênero, nosso objetivo é ao interesse das mulheres na profissão.

A vida como motorista de caminhão não é fácil, tanto para homens quanto para mulheres. Claro que pode haver momentos mais difíceis para as mulheres, talvez para algumas pela fragilidade, mas sempre sobra eficiência na boleia na condução do bruto.

No entanto, segundo quem escolheu essa profissão, garante que a sensação de liberdade que se tem, faz valer a pena a escolha. 

A nossa entrevistada é a caminhoneira Josiane Brezolin Carraro,33 anos, casada e não tem filhos. Josi, ou Gringa, como é conhecida em um grupo de rádio amador, trabalha como caminhoneira há dois anos. Sua experiência porem começou bem antes, pois viajava com o marido.

Atualmente o casal trabalha na mesma empresa, a TRANSMASO, de Vacaria.

A mulher dirige um caminhão é um VW 24.280  truck baú frigorífico e viaja sozinha.

O gosto pelos pesados

Gringa conta que na família não tem parentes de primeiro grau que se aventurou na estrada, seu interesse pela profissão iniciou quando ainda era criança. Conta que trabalhava com a família no cultivo de uva, no interior de Campestre da Serra. Toda a produção era vendida para Santa Catarina e transportada por caminhões, esse contato despertou o interesse da jovem.

A vida na estrada

Para Josi, cada viagem é uma sensação diferente, sentimento diferente. “Quando da tudo certo é uma felicidade muito grande. Mas como qualquer outra profissão muitas vezes surgem contratempos como não descarregar na no momento que chega, fica de um dia para o outro, mas a gente aprende a lidar com isso. Cada viagem é uma viagem, diferente de outra”, conta.

Com viagens semanais para diversos estados como Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Gringa diz que nunca se envolveu em acidente e também nunca presenciou um.

“A profissão de motorista está complicada, mas eu mesmo sabendo que é assim teria escolhido ser motorista. Com a pandemia restaurantes muitos ficam fechados e nem todos tem sua cozinha ou uma geladeira”, comenta.

Preconceitos

Josi afirma que nunca sofreu preconceito por ser mulher, nem em firmas e nem de colegas de profissão. “Na empresa eu conhecia a maioria dos motoristas pois meu esposo trabalha a oito anos lá”, conta.

Apesar de, em algumas empresas, as pessoas acham um pouco estranho uma mulher viajando sozinha, não considera isso preconceito. “Conversam com a gente, perguntam se não tem medo”.

Gringa até se diverte, pois onde descarrega com frequência o pessoal ajuda, já os homens não recebem essa regalia. “Eles só te ajudam porque você é mulher, dizem em tom de brincadeira”.

A maternidade não está nos planos de Josi, mas diz que, se acontecer, abandona a carreira por algum tempo e depois volta.

“Demorei bastante tempo para realizar o sonho, tive o incentivo do marido. Quando fiz a habilitação, a empresa autorizou que eu pudesse dirigir o caminhão do marido para treinar, agradeço muito a eles. É bem difícil quem não tem experiência encontrar alguém que te de oportunidade”.  Com Carteira de Habilitação e com a experiência, acabou sendo contratada pela empresa TransMaso.

Seguidamente Josi busca cargas em empresas de Antônio Prado. em uma dessas visitas nossa equipe entregou pessoalmente uma recordação da Rádio Solaris em agradecimento ao carinho com e atenção que disponibilizou a reportagem.

Imagens/Acervo Pessoal

Reportagem/Ronei Marcilio


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