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25 de julho Dia do Caminhoneiro e Dia do Colono

Escrito por em julho 25, 2020

As duas classes são exemplos de determinação, competência, trabalho e perseverança

A profissão de caminhoneiro é tão especial que atualmente o Brasil comemora em três datas diferentes.

No dia 30 de junho foi definido pelo Estado de São Paulo, no dia 25 de julho – Trata-se de uma data muito especial, uma vez que foi a data pela qual a Igreja Católica instituiu o dia de São Cristóvão, e 16 de setembro, esta data foi definida pela Lei 11.927/2009 promulgada pelo Vice-Presidente da época José Alencar Gomes da Silva como sendo o dia nacional do caminhoneiro.

Das três datas a preferida é sem dúvida alguma o dia 25 de julho em razão de São Cristóvão.

Para muitos, todos os dias do ano são dos caminhoneiros, verdadeiros guerreiros que com ideal e determinação afastam-se da família por dias em nome de um progresso coletivo, merecem todo reconhecimento.

O Caminhoneiro

Para lembrar esta data procuramos um caminhoneiro no posto de combustíveis Andreazza, na ERS 122 em Ipê. No local conversamos com o Sr. Adelar Lidoni, que estava com o caminhão carregado de soja para descarga em Canoas. Vacariense, 56 anos, Adelar conta que trabalha na estrada há 27 anos. Começou a vida de caminhoneiro trabalhando de empregado, com um caminhão pequeno. Na época percebeu que poderia ter o seu próprio caminhão. Foi o que fez, pediu demissão e comprou o seu próprio cargueiro, também pequeno.

Adelar conta que viajou muito por todo o Brasil, hoje confessa que prefere mais ficar pelo sul. “A gente tem mais oportunidade de permanecer junto com a família, ás viagens são mais curtas”.

Seguindo os passos do pai, um dos filhos de Adelar também resolveu fazer a vida na estrada.

Atualmente pai e filho são proprietários de dois caminhões Volvo novos com câmbio automático que, segundo ele só faltam falar.

Na estrada, o pior da pandemia, para Adelar, já passou. Isso, por que nos primeiros 30 dias, aproximadamente, em que se determinou o distanciamento social e a suspensão das atividades comerciais, muitos motoristas enfrentaram dificuldades na alimentação.

“Recebíamos alimentos doados pela população, os restaurantes estavam fechados, não tínhamos o que comer. Por sorte tenho uma cozinha, que  muito me ajudou para não passar fome”.

O Colono

A definição do 25 de julho como Dia do Colono deu-se em 1924, em meio às comemorações do centenário de vinda dos primeiros imigrantes ao Rio Grande do Sul. A data simboliza a chegada da primeira leva de imigrantes à Feitoria Real do Linho Cânhamo, que, posteriormente, constituiria a sede da cidade de São Leopoldo.

No dia 5 de setembro de 1968 foi sancionada, pelo então presidente Artur da Costa e Silva, a Lei nº 5.496, que instituiu oficialmente o “Dia do Colono”, comemorado em 25 de julho de cada ano.

A arte de produzir alimentos e cuidar da terra e foi o legado deixado pelos pais, Cassimiro e Inês Macagnan ao filho Leocir, 55 Anos.

Casado, Leocir nasceu e se criou na Capela Nossa Senhora da Saúde onde casou e construiu família. Pai de dois filhos, e três netos, apenas o homem segue a profissão do avô e do pai. A filha mora na cidade, mas está ligada a agricultura, pois, além de sócia na empresa da família é engenheira agrônoma.

Macagnan lembra que, quando jovem, seu pai era produtor de leite, plantava cebola e alho. Contra a vontade do pai, passou a produzir frutas de caroço, e não sabe te teria tido o sucesso que tem se estivesse mantida opção de cultura.

Quando jovem Leocir pensou em trabalhar com um caminhão, e o fez. Trabalhou por um período, mas teve que voltar para a agricultura. Único filho homem precisava cuidar da propriedade com os pais. Resolveu então mudar de cultura e optou pelo plantio do pêssego. Hoje a empresa Frutas Macagnan produz, armazena em câmara fria própria e tem três caminhões frigoríficos para a entrega da produção em São Paulo.

“É, ainda da vontade de trabalhar com caminhão, mas acho que sou meio velho pra isso (risos)”.

Colono e Motorista!

Vencendo as dificuldades, são exemplos de determinação, competência, trabalho e perseverança. Produzindo ou transportando os alimentos, o esforço diário de vocês possibilita uma vida confortável a milhares de pessoas.

No campo ou na estrada, testemunham desafios que enfrentam pelos seus sonhos e possuem nas mãos, os papeis mais importantes da sociedade. Por meio do suor do trabalho, plantam, colhem e carregam os frutos que alimentam os brasileiros, por isso, merecem todo o nosso reconhecimento.


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