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Estiagem pode comprometer a próxima safra de frutas na região de Antônio Prado

Escrito por em março 26, 2020

De acordo com meteorologistas, uma frente fria deve entrar no estado na próxima semana trazendo chuva


Na serra, mais exatamente a região de Antônio Prado e Ipê, os agricultores não sabem mais o que fazer pra amenizar os prejuízos que a falta de chuvas pode trazer para a próxima safra de frutas. Nem mesmo as plantações mais resistentes à estiagem conseguem se desenvolver.
A seca também diminuiu consideravelmente a produção de milho, agricultores que esperavam colher uma boa safra, produziram menos do que o esperado e de baixa qualidade. A saída foi a produção de silagem para o gado. Quem só produziu para essa finalidade também sentiu a falta de chuvas nos três primeiros meses deste ano.
Conforme registros da EMATER e da CORSAN, no primeiro trimestre de 2020 a precipitação foi de menos de um terço do mesmo período de 2019 (Chuva de janeiro a março, em 2019 choveu 638 mm, e em 2020 197 mm).
De acordo com meteorologistas, uma frente fria deve entrar no estado na próxima semana, trazendo chuva para a região. Para a última semana de março e a primeira semana de abril a previsão é de no máximo 60 mm de chuva.
Segundo o Chefe da EMATER de Antônio Prado, Neudi Balanceli, é uma boa chuva, mas não resolve o problema, a precipitação deveria ser menos espaçada e mais constante.
Situação de Emergência
A situação de Emergência, se decretada pela prefeitura, possibilita eliminar a burocracia em uma série de medidas que precisarão ser adotadas para auxilio dos agricultores.
Segundo a Defesa Civil do Estado, em balanço divulgado no último dia 14, subiu para 182 o número de municípios que informaram problemas devido à estiagem que atinge o Rio Grande do Sul. Destes, 162 já decretaram situação de emergência — sendo que 36 foram reconhecidos pelo governo federal.
Em entrevista a Rádio Solaris na manhã desta quinta-feira, o prefeito de Antônio Prado, Juarez Santinon, disse que para haver esse decreto é preciso que os agricultores informem a Secretaria da Agricultura as perdas causadas e possíveis que venham a ocorrer. Só após ter esses registros é que é possível enviar o pedido a Defesa Civil.


Redação Jornalista Ronei Marcilio
Imagens enviadas a redação por agricultor que não quer se identificar


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