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18 de Junho Dia da Policial Militar

Escrito por em junho 18, 2021

O ingresso de mulheres na carreira militar iniciou oficialmente em 1986

O dia 18 de junho, dia da Policial Mulher foi escolhido por ser também a data de nascimento de Olmira Leal de Oliveira, que em 1923, na época com 21 anos, foi recrutada como enfermeira e combatente no 1º Regimento de Cavalaria, hoje 1º Regimento de Polícia Montada, com sede em Santa Maria. Olmira foi graduada a Cabo e, devido a sua baixa estatura atendia pelo nome de “Cabo Toco”. Conta à história que era uma apaixonada por queimar cartuchos, não se limitando apenas às atividades de apoio. Empunhando seu fuzil, lutava lado a lado com a mesma valentia dos demais soldados. Participou dos movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926, sempre combativa e pela sua coragem foi designada como patrona da primeira turma de PM Femininas do Estado do Rio Grande do Sul em 1989. Cabo Toco faleceu com 87 anos em 21 de novembro de 1989.

O ingresso de mulheres na carreira militar iniciou oficialmente em 1986, há exatos 34 anos, quando a brigada incorporava sua tropa com contingente feminino.

Atualmente o 3º Pelotão de Polícia Militar de Antônio Prado conta com uma policial. Trata-se da sargento Carina Gonçalves de Aguiar, natural de Vacaria.

Em conversa com nossa reportagem Carina disse que a família não tem tradição militar, ingressou na carreira por admirar o trabalho.

Antes disso a policial cursou magistério e pedagogia e trabalhou com um projeto para crianças na prefeitura de Vacaria.

Com esse desejo de ser militar, em 2009 prestou concurso, foi aprovada e ingressou na corporação. Em 2016 prestou  concurso e passou, sendo graduada como 2º Sargento.

Preconceito

Por ser uma atividade predominantemente masculina, Carina não acha que sofreu preconceito, acredita que houve uma evolução no tratamento com as mulheres.

“Acho que podem acontecer certas situações, pois é natural que a mulher tenha menos força que o homem, mas para isso a policial feminina pode buscar uma preparação diferenciada como defesa pessoal, por exemplo, buscando equilíbrio com a menor força física. A policial mulher passou por uma seleção, a mesma seleção que os policias masculinos, então vai estar qualificada, pois é avaliada de maneira igual. Isso é  mérito”, diz.

Sobre o preconceito da população Carina acha que quem desrespeita a mulher vai desrespeitar a lei, homens, negros, vai desrespeitar pela estatura, pela classe social… o preconceito, acredita ser uma questão de caráter. O problema está na personalidade do autor.

A profissão

Para Carina toda a profissão tem momentos difíceis, a de policial não é diferente, “tem momentos que necessitamos de uma preparação psicologia, principalmente quando se trata de situações de vulnerabilidade com crianças, envolve o emocional por não poder fazer justiça com as próprias mãos”.

A policial esclarece que a Polícia Militar tem como função a prevenção e a repreensão ao crime, não são eles que julgam ou estipulam a pena, não podendo aplicar de imediato as punições legais. “Muitas vezes vamos à delegacia com uma situação de ocorrência com um infrator, preso em flagrante  e às vezes ela sai da delegacia antes da gente. As pessoas nos questionam quanto a isso, mas foge da nossa alçada. Então essa sensação de impotência, não conseguir dar resposta imediata para a sociedade, em determinados momentos incomoda”, revela.

Já passou por momentos de medo, lembra de uma ocasião que que se envolveu em uma troca de tiros com marginais. “Você está disparando contra uma pessoa e ela contra você. A gente sente o cheiro da pólvora, o zunido das balas, numa fração de segundo você pode perder a vida, vem o medo e ao mesmo tempo a coragem”. Carina acha que o medo é um limitador necessário.

Para Carina a mulher não só pode ser policial, todas as mulheres têm que ter um objetivo e ir em busca dele. Acha que sociedade tem que aprender respeitar as escolhas das mulheres. “Muitas optam por não trabalhar fora, preferem ficar em casa, é uma opção e tem que ser respeitada, mas a mulher tem que ter essa opção: um mercado de trabalho que a aceite e  a respeite .

A profissão de policial sempre foi incentivada pela família, “eles tem orgulho da minha profissão”.


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