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15 de maio é Dia do Assistente Social, entenda qual a sua função

Escrito por em maio 15, 2022

“A gente não vai para o serviço social, ele entra em nós, se você não acredita na profissão, nada fará”, Priscila Salamon, Secretária de Assistência Social de Antônio Prado

No dia 15 de maio é comemorado o Dia do Assistente Social, profissional que colabora com a promoção do bem-estar social. Dedica-se a lutar pelos direitos humanos, por melhores condições de vida para grupos sociais. Sinalizam as vulnerabilidades, fazem avaliação das famílias para conhecer a estrutura, como se organizam, sinalizam as vulnerabilidades que podem ser desemprego, situação de doença, deficiência, dificuldade na criação dos filhos, dificuldade de entendimento nas famílias, violência, dependência química, entre outros.

Assistente Social pode atuar principalmente em órgãos públicos federais, estaduais, e municipais e empresas privadas. 

Entrevista com Priscila Salamon

Nossa reportagem procurou conversar com a Secretária de Assistência Social de Antônio Prado para conhecer um pouco mais o dia a dia desses profissionais.

Priscila Salamon, 38 anos, formada pela UCS em Assistência Social há 13 anos.

Foto: Rede Social

Escolheu a profissão motivada pela desigualdade social. Sempre foi uma pessoa que questionou muito a desigualdade, a vulnerabilidade das pessoas, isso sempre a sensibilizou. “Encontrei uma profissão de maneira prática, teórica e metodológica, que eu pudesse então auxiliar essas pessoas a se desenvolverem, a terem autonomia e superarem as condições de vulnerabilidade”, Priscila.

Seis anos antes de se formar, em 2003, Priscila trabalhou na área da saúde, onde teve contato com a Assistência Social, pode conhecer melhor o trabalho, gostou e decidiu que seria essa a sua profissão. Teve a oportunidade durante a sua formação em fazer um estágio extracurricular na secretaria de Habitação e Assistência Social de Antônio Prado. Depois disso continuou com a faculdade, fez um estágio curricular na área da saúde do Ambulatório Central da UCS. Em seguida passou no concurso público em Antônio Prado e quatro meses depois foi nomeada. 

Como entendemos a vulnerabilidade social?

Segundo Priscila a vulnerabilidade social tem um conceito bem amplo, “muitas vezes temos o entendimento da questão de renda, ausência ou baixa renda, aí as pessoas procuram pela assistência social. Só que a vulnerabilidade não contempla só a questão renda, mas muitas vezes uma família que tem condições econômicas passa por uma condição de dependência química, desemprego, questões de saúde e acaba necessitando desse apoio da Assistência Social para que elas possam se desenvolver”.

O Assistente Social trabalha para minimizar a desigualdade social, é um serviço, um benefício, um direito. Tem o dever de informar, orientar as pessoas onde possam buscar os direitos, a fim de que tenham autonomia e não fiquem dependentes. 

Com Priscila, o município possui atualmente quatro profissionais, sendo duas na Secretaria de Assistente Social, uma na Saúde e uma na Educação. 

“Somos profissionais com formação generalista, profissionais capacitados para uma atuação ampla e diversificada. Onde um assistente estiver alocado vai tratar de acessar os direitos das pessoas que buscam por aquelas políticas”. 

Priscila diz que teve experiências maravilhosas com trabalho que fez com adolescentes, que conseguiram se colocar com boas oportunidades. “Não queremos jogar esse jovem num mercado frágil, pois ele pode se frustrar e perder essa motivação”.

Priscila se sente extremamente realizada, ama o Serviço Social. Considera uma profissão árdua, compra várias batalhas. “A gente não vai pro serviço social, ele entra em nós, se você não acredita na profissão nada fará”. Para ela é uma profissão que o profissional rema contra um senso comum, onde a maioria acha que a pessoa não tem trabalho porque não quer. “A gente sabe que tem essas situações, mas a gente sabe também que tem pessoas que precisam de orientação, qualificação. Somos profissionais que investem nas pessoas, uma, duas, três vezes, ou quantas forem preciso, pra tentar equilibrar essa questão da desigualdade”.

Para Priscila, o  profissional luta pelas pessoas, aquelas que precisam de um benefício, de um medicamento, por exemplo. Trabalham para olhar o ser humano de maneira integral.

Fonte: Ronei Marcilio: reportagem – Leandro Schiavon: edição


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